sábado, 24 de julho de 2010

Synfig e o Projeto Morevna


O Open Source e o Linux proporcionam gratas surpresas. E, uma dessas é o software Synfig.

O que é Synfig
Synfig é a criação de Robert Quattlebaum, o desenvolvedor principal. Ele passou 3 anos aprimorando o software e, sua intenção era usá-lo na sua companhia de animação, Voria Studios.
Ele saiu do secundário e começou a frequentar um curso técnico na DigiPen Institute of Technology, uma instituição de ensino especializada em games, artes gráficas digitais e engenharia, localizada em Redmond, Washington. Ele passou a ser muito respeitado, tanto por professores como por seus colegas, por programar de forma elegante e limpa.
Quando no DigiPen Institute, Robert expandiu seus horizontes, e, passou a se interessar por artes digitais e animes.
Estudando animação, nasceu a necessidade de lidar com um programa que pudesse auxiliá-lo com todos os passos da criação, desenho, storyboard e etc...
Quando perguntou a um de seus colegas qual software poderia ser utilizado, ficou surpreso com as opções que existiam, e, nenhuma delas o satisfez.
Começou então o que seria o desenvolvimento do software Synfig, e, logo após sair do DigiPen institute fundou sua empresa, que iria vender sua ideia e seu software, o Synfig.

O Vídeo que deu origem a tudo

O que o Synfig faz
Como um verdadeiro aplicativo front-end e back-end, é possível esquematizar a animação no front-end - Synfig Studio - e processa-la mais tarde com o backend Synfig Tool em outro computador (possivelmente mais potente), em uma rede, mesmo sem um monitor conectado.
O objetivo dos desenvolvedores foi criar um programa que é capaz de produzir animação com qualidade cinematográfica com poucas pessoas e recursos. O programa oferece uma alternativa à interpolação manual para que o animador não tenha que desenhar cada frame de animação.
Com o Synfig, o animador desenha as chamadas Key Frames (figuras chave) e instruí o programa qual o movimento deve ser feito para a próxima Key Frame (figura chave). O programa Synfig gera as animações entre os frames, as chamadas in between frames. Assim, o trabalho fica muito mais facilitado, tirando dos seres humanos as tarefas mais pesadas.
Em sua versão mais recente, 0.62.01, de 31/05/2010, o Synfig passou a ter uma integração perfeita com gráficos SVG, podendo ser usado facilmente em conjunto com o InkScape, onde o artista usa o InkScape para gerar as Key Frames e o Synfig faz a animação.
Synfig exporta as animações nos seguintes formatos: AVI, Theora, MPG, MNG e GIF.
O Projeto Morevna
Desde Maio de 2008 , um grupo de voluntários russos vêm trabalhando para fazer um projeto de filme de animação chamado projeto Morevna. Eles têm feito atualizações regulares desde então no site Morevnaproject. O Free Software Magazine recentemente publicou um artigo sobre o projeto.
O Projeto Morevna não usa apenas o Synfig, mas, também o Blender, para criar os modelos de veículos e paisagens, e o Synfig para animar os personagens em 2D
Demo do Morevna Project

Agora, você já pode criar animações no Linux sem depender do software Adobe Flash, que era a única forma de criar animações, antes do Synfig.

domingo, 18 de julho de 2010

Faça a Sua Própria Distro Linux


Não está contente com as distros que existem por aí ??? Gostaria de ter o programa X, o ambiente gráfico Y e o kernel Z, mas não encontra uma forma de fazer isso ??? Calma, não procure mais, seus problemas se acabaram: Linux permite que você construa sua própria distribuição customizada. E, com mais de uma opção para isso.
Vou ilustrar algumas formas de você construir sua própria distribuição Linux. Na verdade, algumas são formas de se fazer um remaster de uma distribuição Linux, enquanto uma opção é a criação de uma distro totalmente diferenciada, do zero.

As Opções de Construir uma Distro Linux:
  • Reconstructor (Para distros baseadas no Debian/Ubuntu)
  • Suse Studio(Para distro baseada no Open Suse, formato RPM de pacotes)
  • Slax (Para distro baseada no Slackware)
  • Nimblex (para distro baseada no Slackware)
  • Linux From Scratch (Cria uma distribuição Linux do zero, sendo compilados todos os seus pacotes)

Reconstructor
Reconstructor é uma ferramenta de customização e criação de distribuições Linux. Permite a personalização das distribuições Ubuntu e Debian GNU / Linux. Personalizações incluem: figura do logotipo no boot, cor do texto, papel de parede, temas, ícones, aplicativos e mais.
Reconstructor recentemente se tornou compatível com a distribuição Ubuntu 10.04. Já há algum tempo é compatível com a distribuição Debian Lenny.
Para usar o Reconstructor, você só precisa de um browser moderno (Firefox, Safari, Chrome, etc) com Javascript habilitado. Internet Explorer não é recomendado, mas se você for usá-lo, Reconstructor só é garantido de funcionar com o Internet Explorer 8.
Você precisa criar uma conta com Reconstructor antes que você possa prosseguir. A conta é gratuita e requer apenas cerca de 5 campos de informações do seu lado. Depois, logue-se no site. Comece criando um novo projeto. Dê ao seu projeto um bom nome, descrição e versão. Você pode então escolher a distro em que você deseja basear o seu projeto, e, com apenas alguns cliques, vai começar a construir sua distribuição personalizada.
O Reconstructor Build Service é gratuito para usar até um determinado montante.
As taxas são as seguintes:
  • Carregar e armazenar um arquivo de projeto: US $ 0,02 por MB por mês
  • Criar um projeto: $ 0.30
  • Download um projeto : US $ 0,45 por GB
Project Hosting
  • Armazenamento do arquivo: 0,45 dólar por GB por mês
  • Download: 0,35 dólares
Reconstructor também possui um aplicativo local para remasterização de distribuições, que pode interagir com projetos já montados pela interface web.

Suse Studio
SUSE Studio é um serviço gratuito de hospedagem que torna possível a criação de aplicações de software personalizadas, combinando o software com o sistema operacional SUSE Linux Enterprise.
SUSE Studio é uma ferramenta de criação online Linux da Novell, Inc..
Os usuários podem desenvolver o seu próprio sistema operacional Linux, principalmente escolher quais as aplicações que querem em seus Linuxes personalizados e qual a sua aparência.
Além disso, podem ser escolhidas entre as versões Home e Enterprise, GNOME, KDE, e uma infinidade de outros recursos.
Você pode criar um sistema totalmente funcional com o Firefox, gráficos 3D, e tudo o que você puder encontrar de aplicativos em sua lista. SUSE Studio foi o motor por detrás do fan-made "Chrome OS", que era um sistema semi funcional, carregado com a versão para desenvolvedores do Google Chrome, Google links, aplicação web, e OpenOffice.

SUSE Studio suporta as seguintes opções de inicialização:
  • Live CD / DVD
  • Imagem VMware
  • Disco Rígido / imagem USB
  • Imagem Xen

Tal como o Reconstructor,você deve criar uma conta para poder começar a trabalhar criando distribuições Linux, desta vez baseadas no Suse Linux.

SlaX
Slax é uma distribuição LiveCD Linux baseada no Slackware, atualmente sendo desenvolvido por Tomas Matejicek. Seu slogan é um "sistema operacional de bolso".
A última versão do Slax é 6.1.2, que foi lançada em 4 de agosto de 2009.
O desenvolvedor afirmou que o trabalho no Slax 7 começará uma vez que um kernel estável (versão 2.6.34) seja lançado com suporte LZMA para permitir o sistema de arquivos SquashFS.
Um dos principais benefícios da distribuição Slax é a sua facilidade de personalização.
Softwares extras podem ser adicionados e removidos, utilizando os pacotes do Slackware e os módulos do Slax.
Um gerenciador de pacotes tradicionais, como o APT do Debian, não é necessário para carregar software adicional; Os módulos Slax são totalmente auto-contidos.
Os usuários também podem modificar a imagem de CD ou USB padrão de instalação para personalizar os pacotes disponíveis no disco/imagem de instalação.
Slax também permite usar os pacotes do Slackware, sendo necessário converter para módulos Slax com o comando tgz2lzm.
A homepage Slax oferece um repositório de software para o usuário baixar e carregar os módulos novos criados. No Slax, os módulos podem ser facilmente adicionados à distribuição, sem exigir o uso de um gerenciador de pacotes, apenas clicando duas vezes no arquivo de módulo para ativá-lo.

NimbleX
NimbleX é uma pequena distribuição baseada no Slackware Linux, otimizada para ser executado a partir de um CD, drive USB ou um ambiente de rede.
NimbleX tem sido elogiado pela rapidez com que boota, assim como para a seu pequeno consumo de disco, que é considerado surpreendente para uma distribuição usando o KDE como ambiente desktop. NimbleX também é notável por permitir que os usuários gerem imagens de boot personalizados pelo site da distro, usando apenas um navegador web.
Foi festejado pela imprensa romena por ser a primeira grande distribuição Linux criada e mantida por um romeno, Bogdan Radulescu.
NimbleX usa um kernel 2.6. A GUI padrão é o KDE, mas para computadores mais lentos, o ambiente desktop padrão pode ser trocado por um com menor utilização de recursos como o Fluxbox ou Xfce.
Aplicações típicas de escritório, navegação na web e componentes de mensagens são incluídos, mas o NimbleX dificilmente oferece todas as ferramentas gráficas de administração - a maioria das tarefas de administração, como um adicionar um novo usuário, tem que ser feitas a partir da linha de comando. Esta característica permite o NimbleX ter um pequeno consumo de disco na instalação - uma instalação típica gasta menos de 400 megabytes de disco rígido.
Aplicativos adicionais podem ser instalados usando o instalador gráfico Gslapt (ou slapt-get na linha de comando), que traz a resolução automática de dependências para pacotes Slackware.
NimbleX permite a construção de uma distribuição Linux, Slackware based personalizada, neste endereço: http://custom.nimblex.net/

Linux From Scratch (LFS)
Por último, mas, não menos importante, é o LFS (Linux From Scratch).
Linux From Scratch (LFS) é um tipo de instalação do Linux e o nome de um livro escrito por Gerard Beekmans e outros. O livro dá instruções aos leitores sobre como construir um sistema Linux a partir de códigos fonte. O livro está disponível gratuitamente a partir do website Linux From Scratch e está atualmente na versão 6.6.
Para manter LFS pequeno e focalizado, o livro Beyond Linux From Scratch (BLFS) foi criado, que apresenta instruções sobre como desenvolver o sistema Linux básico que foi criado no LFS.
Ele apresenta e orienta o leitor através de incrementações ao sistema, incluindo rede, X server, som, impressora e suporte a scanner. Desde a versão 5.0, a versão do livro BLFS corresponde à versão do livro LFS.
Depois dos dois livros iniciais, mais dois foram lançados, abordando outros aspectos, Cross Linux From Scratch (CLFS) descreve compilação cruzada e Hardened Linux From Scratch (HLFS) concentra-se em melhorias de segurança, tais como uso de proteção Stack-smashing, PaX e randomização de espaço de endereçamento usando grsecurity.
Cross Linux From Scratch fornece as instruções necessárias para construir uma distribuição linux básica em linha de comando apenas. Enquanto LFS é limitado a arquitetura x86, CLFS suporta uma ampla gama de processadores. CLFS aborda técnicas avançadas não incluídas no LFS, como cross-build toolchains, suporte multi-biblioteca (32 e 64 bits lado a lado), e sets de instruções de arquiteturas alternativas, tais como x86-64, Itanium, SPARC, MIPS, e Alpha.
Já Hardened Linux From Scratch se concentra em criar uma versão mais segura do Linux From Scratch original como o seu principal objetivo, incluindo sistemas embarcados.
Linux From Scratch é uma maneira de instalar um sistema Linux completo através da construção de todos os componentes manualmente. Este é, naturalmente, um processo mais longo do que instalar uma distribuição Linux pré-compilada.
De acordo com o website Linux From Scratch, as vantagens deste método são: um sistema compacto, flexível e seguro e uma maior compreensão do funcionamento interno dos sistemas operacionais baseados em Linux.
Não há gerenciador de pacotes ou scripts de atualização, cabendo ao usuário toda a parte de manutenção, atualização, instalação de programas e serviços.
É uma distribuição didática, mas, nem um pouco fácil, haja visto que todas as ferramentas para se trabalhar com ela têm que ser compiladas a partir de códigos fonte.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Balanceamento de carga com o CUPS usando as filas de Impressão



Se você tiver mais de 2-3 impressoras em um servidor cups, você pode facilmente fazer o balanço de carga (pooling) dos trabalhos de impressão utilizando as filas de impressão CUPS.

a) Primeiro, crie uma classe de impressoras. Vá até a interface web do CUPS para fazer essas configuração, http://server-ip:631/  ou http://localhost:631/ se você estiver logado no servidor CUPS.

b) Selecione a guia classes para criar uma classe.

c) Selecione impressoras para esta classe.

d)Selecione essa classe como a padrão(Default). A partir de agora, os trabalhos de impressão serão distribuídos uniformemente entre todas as impressoras da classe, através de filas de impressão. A dica é que o CUPS trata todas as impressoras pertencentes a uma classe como se fossem uma só, fazendo automaticamente o balanço de carga entre elas.


Boas impressões!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gerenciamento de Fontes no Linux

Quando se pensa em fontes escaláveis no Linux (True Type, Open Type e Post Script), será que existem opções aceitáveis ? Ou o Linux ainda sofre na hora de gerenciar fontes TTF ???
Já se foi o tempo em que o Linux era limitado no trato com fontes TTF. Hoje, o suporte a fontes escaláveis é muito bom, permitindo ao Linux ser uma opção viável para Desktop Publishing.

FontMatrix (Gerenciador de Fontes TTF)
Gerenciamento de fontes é relativamente fácil no ambiente KDE. Com a integração do instalador com o Konqueror, é muito fácil controlar as fontes em seu sistema. Mas, em outros DE's, o gerenciamento é um pouco mais trabalhoso. Com Font Matrix, é facílimo gerenciar fontes TTF em qualquer DE.
Fontmatrix é direcionado a usuários que lidam com desktop publishing e designers gráficos que precisam gerenciar centenas e até milhares de fontes em seu trabalho - evitando a necessidade de procurar excessivamente em longas listas de pastas e diretórios.
Basicamente, Fontmatrix ajuda você a fazer três coisas:
  • Ativar e desativar fontes .
  • Marcação de fontes com etiquetas.
  • Gerar álbuns de fontes, em PDF.
Fontmatrix permite que o usuário rótule uma fonte com várias marcações (similares às etiquetas do Gmail), que podem ser ativadas ou desativadas em conjuntos. Ele também permite ao usuário alternar recursos de fontes OpenType para fins de teste. Em novembro de 2008, a classificação PANOSE corrente em fontes também pode ser usada para selecioná-las por semelhança.
Fontmatrix está incluído no Debian, Ubuntu e Fedora Linux.
O gerenciamento de fontes é feito por usuário, ativando ou desativando fontes para cada usuário em que o Fontmatrix estiver rodando naquele momento.
Caso o Fontmatrix seja utilizado como usuário root, ele vai permitir manipular as fontes instaladas do sistema. Muito cuidado, se for fazer isso, para não apagar fontes necessárias para a exibição dos aplicativos, e, ficar com uma exibição estranha.


Opcion Font Viewer(Visualizador/Gerenciador de Fontes)
Opcion é um visualizador de fontes livre e de código aberto escrito em Java. Ele permite que você visualize fontes instaladas e desinstaladas e facilita a seleção da fonte certa para seu projeto, de forma rápida e fácil.
Visualizar as fontes, ver como elas iriam aparecer, aplicando-as ao seu nome / logotipo / slogan, e mantendo registradas quais fontes são as melhores para seus projetos, é o objetivo de Opcion Font Viewer.
Opcion permite que você visualize tanto as fontes instaladas quanto as desinstaladas, em visões diferentes, dependendo de suas necessidades. Escrito em Java, Opcion irá funcionar em todas as plataformas que o Java Runtime Environment suportar (que inclui o Windows, Mac, Solaris e Linux).
Opcion precisa pelo menos da versão 1.4.0 + do Java Runtime Environment para ser executado.

Recursos
  • Exibir as fontes instaladas / desinstaladas.
  • Ver a lista de fontes instaladas / desinstaladas.
  • Adição / remoção de fontes favoritas.
  • Fontes favoritas são salvas em uma base de dados.
  • Texto de amostra / exibição definido pelo usuário.
  • Tamanho da fonte definida pelo usuário.
  • Propriedades da fonte (negrito, itálico, etc) ajustáveis na área de texto de exemplo.
  • Fontes com diferentes sets de caracteres mostradas por página na lista de exibição.

FontForge(Editor de Fontes Escaláveis)
FontForge (antes conhecido como PfaEdit) é um programa editor de tipos de letra (fontes) desenvolvido por George Williams. Fontforge é um software livre e é distribuído sob a licença BSD. FontForge está disponível para diversos sistemas operacionais e está localizada em vários idiomas.
O que é FontForge ? FontForge é um programa destinado a criar e modificar fontes.
O aspecto mais óbvio é que ele é um programa de desenho como FreeHand, Illustrator ou Inkscape, que permite desenhar os contornos de suas letras. Ao contrário de outros programas de desenho, ele espera que você desenhe diversas figuras de uma só vez (uma ou mais para cada letra) e as salva em um banco de dados.
Ele permite que você descreva a forma como estas figuras irão interagir umas com as outras (se você colocar uma figura após a outra, então elas devem ser naturalmente separadas por uma certa distância – as medidas da fonte, ou se estas duas imagens são colocadas lado a lado, e, em seguida, elas se transformam em uma terceira – as chamadas ligaduras tipográficas, e assim por diante).
Finalmente, um editor de fontes vai empacotar todas as imagens das fontes, todos os metadados sobre como essas imagens se encaixam, e transformar esse conjunto de coisas em uma fonte que seu computador pode usar para exibir texto.
Fontforge suporta muitos formatos de fonte, incluindo TrueType, PostScript, OpenType, e SVG. Pode converter as fontes de um formato para outro, ou pode armazenar fontes em seu formato de banco de dados nativo de fontes "spline" (formato .Sfd ), que tem a vantagem de ser baseado em texto. Este formato facilita a colaboração entre designers, porque os arquivos de definição de fontes podem ser facilmente criados, mas os usuários geralmente precisam usar a mesma versão do Fontforge, caso contrário a representação de texto do arquivo .Sfd será diferente e não servirá para o intercâmbio entre os designers.
Para facilitar as conversões automatizadas de formatos e outras transformações, Fontforge implementa duas linguagens de script: sua linguagem própria legada e, mais recentemente, Python. FontForge pode ser construído como um módulo python para ser carregado a partir de scripts em Python.
Formatos de fonte suportados
  • SFD (Formato nativo do Fontforge)
  • TTF (TrueType Font)
  • (PostScript, Type 1 font)
  • (TeX Bitmap Fonts)
  • OTB (X11 bitmap sfnt)
  • BDF (Glyph Bitmap Distribution Format)
  • FON (Windows)
  • FNT (Windows)
  • OTF (OpenType)
  • SVG
  • TTC (TrueType Collection)
  • WOFF (Web Open Font Format)

Muitas fontes livres foram criadas com o FontForge. Segue uma lista delas :
  • Free UCS Outline Fonts (freefont)
  • Linux Libertine
  • DejaVu Fonts
  • Asana-Math
  • Beteckna
  • Inconsolata
  • Junicode
  • OCR-A
  • Rufscript
  • M+ FONTS
  • Jura
  • AtariSmall
  • Engadget
  • Fontes incluídas com o Fontforge
  • Open Din Schriften Engschrift
  • OSP foundry
E, por último mas não menos importante, como instalar fontes TTF na linha de comando (CLI).
Primeiro, baixar, copiar, mover as fontes TTF que você quer para uma pasta temporária no seu / home. O Desktop seria aceitável.
O próximo passo é criar uma pasta dentro de /usr/share/fonts que irá guardar as fontes que você deseja instalar.
Vamos dizer, testfonts

$ sudo mkdir /usr/share/fonts/testfonts

Em seguida, abra o terminal para instalá-los:

$ sudo cp /home/user/Desktop/*. ttf/usr/share/fonts/testfonts/

e atualizar o cache de fontes com este comando:

$ Sudo fc-cache -f

Agora abra o Open Office Writer ou o Gimp, e as fontes devem estar disponíveis! Você pode acessar suas novas fontes True Type em qualquer aplicativo gráfico, de design, ou de edição de texto que use fontes, e, elas estarão ao seu dispor.
Espero que tenham gostado. Nos próximos artigos, vou discutir um software de editoração eletrônica para Linux muito legal, o Scribbus. Até lá, tchau

sábado, 5 de junho de 2010

Consertando o Pidgin 2.7.* com o Gtalk


A versão mais recente do Pidgin, a 2.7.*, está apresentando certa dificuldade para conectar-se com o Gtalk.
A razão para isso foi uma mudança nas libs utilizadas. Antes da versão 2.6.* as libs SASL (Simple Autentication and Security Layer) não eram usadas pelo Pidgin para conectar-se com o Gtalk.
Resultado: Versões antigas do Pidgin se conectam facilmente ao Gtalk, enquanto as versões mais recentes não conseguem.
Como resolver ???
Facilmente.

  1. digitar no terminal: sudo apt-get install -y --force-yes cyrus-sasl libsasl2-plug-*
  2. Deverão ser instaladas as libs: cyrus-sasl, libsasl2, libsasl2-plug-plain (necessárias para conseguir conexão com a rede Gtalk)
  3. Agora, configurar a conta:
Contas > Adicionar ou Modificar > xmpp ou googletalk
Nome de usuário: seu nome de usuário no Gmail sem o @
Domínio: gmail.com
Recurso: Home
Senha: a sua senha

Clicar em  Avançado:
  • Requer SSL/TLS
  • Forçar SSL antigo (port 5223)
[  ] Permitir autenticação em texto puro sobre fluxos não-criptografados
Porta de Conexão: 443
Servidor de Conexão: talk.google.com
Proxy de transferência de arquivos: proxy.eu.jabber.org

Clicar em salvar e você tem a partir de agora o IM  google-talk

domingo, 23 de maio de 2010

Lista de Jogos Comerciais para Linux

Pouca gente sabe do site Icculus.org. O site é mantido por Ryan C. Gordon, que é um ex-funcionário da Loki Games. O site abriga muitos projetos da empresa, como novas criações de Ryan e outros.
Em sua carreira, Ryan trabalhou para portar diversos títulos para Linux e Mac, não apenas games.
Alguns de seus créditos incluem: a série Unreal Tournament, Serious Sam, e a série Postal, Devastation e Prey e o port Linux do Google Earth.

E o melhor, é uma extensa lista de instaladores nativos Linux para jogos comerciais. Sim, jogos como Unreal, KingPin, Medal Of Honor, rodando nativamente no Linux.

Aqui seguem dois links: Uma pequena lista de jogos comerciais  e outra lista bem mais extensa e completa.

Divirtam-se

domingo, 16 de maio de 2010

Lan House no Linux


O Línux é um ótimo sistema operacional para trabalho em rede. Então, como não se vê o Linux em cyber cafes e lan houses ??? Não existem programas gerenciadores de cyber cafe/ lan house no Linux ?
Existem sim, e, a presença (quase) maciça do sistema window$ se deve mais ao desconhecimento do público em geral, e, a disseminação desordenada (pirataria) do window$ do que qualquer outra coisa.
Vou abordar não um sistema de gerenciamento de cyber cafes/ lan house, mas, quatro, os quais poderão servir para a montagem de um cyber café / lan house com Linux.

LanBR
O LanBr é um software gerenciador que auxilia no controle e administração de Lan Houses e Cyber Cafés movidos a Linux, com o objetivo em facilitar as operações do dia a dia.
O sistema está em constante desenvolvimento e possui diversos recursos para realizar um bom gerenciamento de Lan Houses ou Cyber Cafés em Linux. Estamos sempre progredindo e provendo novas soluções para oferecer um produto plenamente competitivo com os softwares equivalentes.
Atualmente o LanBr é distribuído em 3 versões distintas:
  • LanBr Free: Versão totalmente gratuíta do gerenciador com limite para controlar até 16 estações simultâneamente, dedicado para uma imediata utilização do Linux em sua lan house a custo zero. O suporte básico é provido em uma sessão gratuita de nosso Clube Portal Criativa. Os recursos do gerenciador LanBr Free são suficientes para um controle e administração básica do estabelecimento.
  • LanBr Light*: Esta versão está disponível através de um plano de assinatura econômico do Clube Portal Criativa (a partir de R$ 19,90 mensais), sendo capaz de controlar até 48 máquinas dependendo do plano escolhido. O LanBr Light oferece um excelente custo benefício e ainda você obtém várias vantagens através do Clube Portal Criativa, como suporte avançado, tutoriais, dicas e consultoria.
  • LanBr EX*: Se você precisa de um gerenciador mais robusto com recursos extras, capaz de prover uma excelente administração e controle do estabelecimento, contando ainda com um suporte especializado e o compromisso de um desenvolvimento voltado para suas necessidades, esta é a versão do LanBr indicada para você. O LanBr EX está disponível através da adesão ao Clube Portal Criativa.

Independente da versão, o gerenciador LanBr nos módulos cliente e servidor recebem atualizações constantes, garantindo uma melhor segurança e correção de problemas de acordo com o feedback de dos usuários.
Criado com o FreePascal e rodando sobre o DOSEMU, LanBr está disponível em pacotes rpm(Mandriva, CentOS, Fedora) e deb (Debian e Ubuntu).


Para baixar os pacotes para cada distribuição, devem ser seguidas as instruções de instalação no link http://www.portalcriativa.com.br/lanbr_manualserver.php

Open LanHouse
É um projeto de Wilson Pinto Júnior com ajuda de colaboradores voluntários e tem como principal objetivo prover um completo e fácil Gerenciador de LAN Houses e Cyber Cafés, O Projeto é todo escrito em Python e Gtk usando o "GNOME Human Guidelines" para uma interface intuitiva e de fácil uso.

Recursos
  • Preço especial a certo grupo de usuários ou máquinas
  • Fecha aplicações apos encerrar a sessão
  • Suporte à plugins
  • Suporte a ingressos
  • Suporte a modo pré-pago
  • Suporte a usuários
  • Desligar/Reinicar remotamente
  • Auto detecta novas máquinas no servidor.
  • Suporte à Histórico.
  • Modo Limitado e Não limitado
  • Modo registrado e não registrado
  • Suporte a logins
  • Suporte à dívidas abertas.
  • Suporte à movimento do caixa.
Com pacotes para Debian (Ubuntu) e Arch Linux, as dependências são as seguintes:
Core (tanto cliente tanto servidor nescessitam dessas dependências):
  • python-gtk2
  • python-gnutls
Cliente:
  • libpanelapplet2
  • dbus-glib
  • dbus-python
Servidor:
  • python-sqlalchemy



Cafe com Leche
CCL (libccls + libcclc) é um conjunto de bibliotecas que pretende fazer o desenvolvimento de programas para internet cafes mais fáceis, fazendo parte do trabalho para você. libccls é usado para fazer a parte do servidor, e libcclc é usado para fazer o cliente. É atualmente um trabalho em andamento, as APIs estão sujeitos a alterações.

Recursos
  • Ele lida com a comunicação entre o cliente e o servidor, assim você não precisa se preocupar com sockets, e coisas assim.
  • Suporte para conexões seguras usando OpenSSL.
  • Sistema de tarifas flexível.
  • Suporte para venda de produtos, etc
  • Suporte para usuários cadastrados (que podem ter diferentes tarifas)
  • Controla o tempo das sessões de cliente, e calcula o preço.
  • Suporte para contagem regressiva das sessões, de pausa das sessões , troca de sessões de uma estação para outra, etc
  • Capacidades de Logging e de busca de logs.

Dependências

  • SQLite (3.0.x series since libccl 0.5.0, 2.8.x before that)
  • glib (2.x series, tested with 2.4.x)
  • FOX Toolkit
  • CCLFox (programa cliente do sistema)
É compatível com sistemas Linux e foi testado com sistemas MS window$ 98 e XP



Cyborg
Cyborg, o organizador de Cybercafes, é um sistema de administração de ponto de vendas e internet cafés distribuído sob a GPL. Ele tem uma interface baseada na web e é escrito em Perl usando o Template Toolkit e um RDBMS. Cyborg usa um cliente Win32/Linux para bloquear estações de trabalho.
O sistema se destina a ser usado em um (possivelmente ) servidor Linux e clientes Windows ou Linux. Para bloquear estações de trabalho que actualmente utiliza o cliente Zeiberbude.

O sistema roda sob uma interface WEB, e controla os terminais através de um cliente multi plataforma, podendo ser usado em plataformas windows e Linux.

Traduzido para as seguintes línguas:
  • Inglês (en) (interface e documentação)
  • Espanhol (es) (interface e documentação)
  • Holandês (nl) (interface)
  • Português (pt) (interface)
  • Português brasileiro (pt_BR) (interface e documentação)
  • Alemão (de) (interface)
  • Grego (el) (interface)

Requisitos
Os requisitos são: Um RDBMS SQL-like (PostgreSQL é utilizado pela equipe de desenvolvimento e totalmente suportado), um sistema capaz de rodar a linguagem Perl (Linux é o preferido), um servidor HTTP CGI e alguns módulos Perl (Template Toolkit e outros ... ).


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Terminais Remotos com Linux, Uma Introdução

Uma das mais interessantes características do Linux é a sua versatilidade. A habilidade de poder fazer complicadas configurações out-of-the box. Você não precisa comprar a versão hiper ultimate business para ter a capacidade de montar um complexo sistema cliente/servidor com terminais burros remotos e um servidor de aplicações.
Criar uma rede cliente/servidor é relativamente fácil, devido à arquitetura multi-tarefa/multi usuário nativa do Linux.
Mas, para podermos entender esse processo, é necessário trabalhar com um pouco de teoria, onde veremos o que é uma rede/cliente servidor com terminais burros remotos, quais suas vantagens, em quais casos pode ser usada e de que formas pode ser implementada no Linux.

Um pouco de História
Terminais remotos, anteriormente conhecidos como terminais burros, estão na área das redes há um longo tempo. Eles eram chamados de terminais burros, porque pouco ou nenhum processamento era feito no lado do cliente. Eles simplesmente exibiam a saída do servidor e comunicavam a entrada do usuário através do teclado e / ou mouse de volta para o servidor. O sistema principal era centralizado com todos os dados e os aplicativos sendo armazenados e gerenciados por um único servidor ou um cluster de servidores.
O conceito de processamento central foi amplamente adotado por várias empresas durante os anos 70, devido a vantagens, tais como, tolerância a falhas, a administração central e segurança.
No entanto, como o custo dos PCs diminuiu nos anos 80, a descentralização do sistema com PCs individuais ganhou popularidade. Além disso, os PCs introduziam várias características que terminais burros não possuíam, como uma interface gráfica para o usuário e personalização do sistema pelo usuário.
A Descentralização, por outro lado, fez a gestão, manutenção e atualização do sistema uma tarefa árdua, pois deve ser executada localmente em cada máquina.
Desde o final dos anos 80 a meados dos anos 90, um híbrido de ambos os sistemas, conhecido como cliente / servidor começaou a dominar a cena em rede.
O servidor gerencia o tratamento das informações em banco de dados centralizados, enquanto o cliente PC executa as aplicações e interface do usuário. Dados importantes podem ser facilmente preservados e desempenho foi melhor do que compartilhar os arquivos em um PC comum.
O problema de manutenção, administração e atualização (tanto de aplicativos como o sistema operacional) em PCs individuais continua a ser um dos principais inconvenientes da computação com clientes robustos, já que toda a parte mais crítica acontece no lado cliente.

Uma solução voltando os olhos ao passado
Para resolver diversos problemas da computação distribuída, com o modelo do cliente robusto, surgiu o conceito do thin client, ou cliente magro.
O termo cliente magro foi cunhado em 1993 por Tim Negris, VP de Marketing Server da Oracle Corp, enquanto trabalhava com o fundador da empresa Larry Ellison sobre o lançamento do Oracle 7.
Na época, a Oracle queria diferenciar seu software orientado a servidor dos produtos orientados a desktop da Microsoft. O termo de Negris foi então popularizado pelo seu uso frequente em discursos de Larry Ellison e entrevistas sobre os produtos da Oracle. É dessa época o famoso terminal de internet, o computador de 500 dólares, que a Oracle passou a propagandear e defender.
O termo ficou por várias razões. O termo "terminal gráfico" foi escolhida para contrastar estes terminais com os terminais baseados em texto e, portanto, colocar a ênfase em gráficos.
O termo também não fez muito sucesso entre os profissionais de TI, a maioria dos quais tinha estado trabalhando em sistemas com clientes robustos.
Também transmite melhor a diferença fundamental de hardware: thin clients podem ser projetados com hardware muito mais modesto, porque eles realizam operações muito mais modestas.

As Opções de Hardware
Diversas empresas entraram no segmento dos clientes magros(thin clients) oferecendo soluções em hardware para a implementação de redes com clientes magros:
  • ChipPC
  • Fujitsu
  • HP
  • Igel
  • LISCON
  • OpenThinClient
  • Sun Microsystems
  • Wyse
  • Thinvent 

O Linux nesta História
Ícone do ambiente gráfico do Linux, X
O Linux, por sua própria natureza, sempre foi projetado com o paradigma da rede, do terminal cliente e de um servidor provendo serviços e capacidade pela rede, herdado de seu modelo, o Unix.
E, do Unix, o Linux também herdou o paradigma de ambiente gráfico X.
O ambiente gráfico X começou a ser desenvolvido em 1984, por Jim Gettys e Bob Scheifler.
Havia um esforço conjunto em desenvolver um ambiente gráfico para o Unix e diversas companhias estavam interessadas: IBM, DEC, SUN e HP, apenas para citar algumas. No lado acadêmico, as universidades envolvidas eram: MIT, Carnegie Mellon University, Stanford University e Brown University.
O desenvolvimento do ambiente gráfico do Unix, o X, acabaria por criar um paradigma cliente servidor para a interface gráfica que funciona da seguinte maneira:
Um servidor X se comunica com vários programas clientes. O servidor aceita pedidos de saída gráfica (Windows) e envia de volta a entrada do usuário (a partir do teclado, mouse ou touchscreen).
O servidor pode funcionar como:
  • Resultados de um aplicativo para uma janela de um outro sistema de exibição
  • Um programa de sistema que controla a saída de vídeo de um PC
  • Uma parte específica do hardware.
E, o mais importante dessa arquitetura é que o servidor do ambiente X e os clientes podem estar em máquinas separadas, se comunicando através do protocolo X mesmo que seja por uma rede local.

Representação Gráfica do Esquema de Trabalho do Ambiente X e seu Protocolo

Como discutir sobre a história e o funcionamento do ambiente gráfico X é assunto muito extenso, e, foge ao escopo deste artigo, não iremos adiante agora.
O aspecto interessante da arquitetura do ambiente gráfico X, que depois foi herdado pelo Linux, é que, com ele, é muito fácil criar redes de computadores, terminais burros ligados a um servidor central.
O que nos interessa aqui é o protocolo XDMPC, que foi desenvolvido para a versão X11R4, em 1989, e, introduziu o protocolo como ele hoje é usado, tanto no Linux quanto em outros *NIX .

Vantagens
Redução do custo de propriedade da rede. Entenda o custo de propriedade como o somatório do preço da aquisição do computador, da manutenção, das licenças de uso dos softwares, do consumo de energia elétrica etc.;
  • Administração remota de cada terminal;
  • Flexibilidade. Se houver alguma falha no hardware do terminal, basta pedir ao usuário para iniciar uma nova sessão gráfica a partir de outro. Assim não haverá perda de informações, pois elas estão centralizadas no servidor;
  • Alta escalabilidade. Para aumentar o número de terminais na rede, basta aumentar a capacidade de processamento e a quantidade de memória RAM do servidor;
  • É possível personalizar uma sessão gráfica para cada usuário liberando ou restringindo o acesso a determinados recursos ou aplicações do servidor;
  • A configuração e a geração da imagem do sistema operacional a ser compartilhado nos terminais pode ser realizada de forma gráfica e flexível, adaptando-a configurações de hardware dos terminais;
  • Permite o reuso de computadores obsoletos para serem usados como terminais, reduzindo os custos da rede e diminuindo o impacto ambiental desses equipamentos.

Desvantagens
  • Alto tráfego de dados gerado pela comunicação entre o servidor e os terminais da rede;
  • O servidor passa a ser o ponto crítico da rede, ou seja, se ele parar de funcionar, todos os usuários ficam impossibilitados de trabalharem;
  • O servidor fica mais vulnerável a ataques se um invasor tiver acesso à rede XDMCP.

Onde a rede com servidor/clientes XDMCP pode ser usada:
Redes cliente/servidor XDMCP podem ser implantadas com sucesso em: salas de leitura, bibliotecas, escolas, universidades, telecentros, Cyber cafés, escritórios, em suma, em todas as situações onde o processamento dos dados, entrada e saída, possa ser feito em lotes e de forma síncrona.

Onde a rede XDMCP não pode ser usada:
Processamento multimídia, processamento de dados assíncrono, processamento em tempo real e jogos. Em suma, edição de vídeo, som, modelagem 3D, jogos, não ficam com bom desempenho em uma rede XDMCP.

Nos próximos artigos, vou detalhar como implementar uma rede XDMCP com Linux, aproveitando computadores ultrapassados, que não servem mais para o uso diário.

Até lá!!!

domingo, 2 de maio de 2010

Desenho Vetorial no Linux - Xara Extreme


Quando se pensa em desenho vetorial no Linux, se pensa apenas no InkScape. Mas, há diversos programas gráficos para desenho vetorial, com muitos recursos. Nessa série de artigos, vou abordar diversos programas gráficos disponíveis no Linux, a começar por um não muito conhecido, o Xara Extreme.

Xara Extreme
Xara Xtreme for Linux é um poderoso programa gráfico de propósito geral para plataformas Unix, incluindo Linux, FreeBSD e (em desenvolvimento) MAC/OS-X.

Antigamente conhecido como Xara LX, ele se baseia no Xara Xtreme para Windows, que é o mais rápido programa de gráficos vetoriais disponível. O código-fonte do Xara Xtreme foi disponibilizado em código aberto, no início de 2006, e está sendo portado para Linux. Este processo está quase completo e Xara Xtreme para Linux está disponível para download agora.

A Versão Linux
Xara Xtreme for Linux (ou Linux Xara Xtreme Edition) é a versão open source do Xara Xtreme. Antigamente, era chamado Xara Xtreme LX ou apenas Xara LX, LX é a abreviatura para o Linux. O nome "LX" é mantido em alguns lugares (por exemplo, o executável é ainda chamado de "xaralx").

A primeira versão foi lançada para Linux em Outubro de 2005, e o Xara Group Ltd. anunciou que irá liberar o código-fonte da versão para Linux(uma versão simplificada) sob uma licença de software livre, a GPL, e procurar a ajuda da comunidade em portar para o Linux e Mac OS X usando o toolkit wxWidgets.

Na abertura do Libre Graphics Meeting 2006, em Lyon, França, Xara liberou a maior parte do código fonte do Xara Xtreme para Linux em um site atualizado com informações sobre como acessar as fontes do software. De acordo com o Xara Xtreme Homepage para Linux, o código fonte liberado contém "a maior parte das fontes do Xara Xtreme". Atualmente, a única parte do Xara Xtreme for Linux que não está sob GPL é o motor de renderização CDraw, que só está disponível sob a forma de bibliotecas estáticas para algumas arquiteturas de CPU selecionadas e em que só há para o compilador C++ GCC, mas, ainda não há a intenção da Xara de liberar o engine em GLP, por ferir seus outros produtos pagos para a plataforma windows.

A série beta 0.3 pela primeira vez, permite o uso do novo formato de arquivo *. xar para a versão de código aberto. As versões anteriores só tem suporte à abertura e visualização com arquivos demo empacotados.
Versão 0.5 foi o primeira a ter também o recurso salvar. A versão atual é a 0.7.

Uma versão para Mac OS X ainda não está funcionando, mas está em desenvolvimento, e há uma chamada para desenvolvedores no site do projeto.

Recursos
Recursos disponíveis na versão 0.7:
  • Abre e salva arquivos .XAR . Renderização 100% completa.
  • Texto agora é renderizado (note que o texto só irá renderizar exatamente como pretendido pelo designer, se você tem as fontes necessárias instaladas em seu sistema).
  • Ferramenta de Texto inclui suporte para guias e réguas
  • Menus Xtreme
  • Ferramenta Seleção
  • Cortar apagar / copiar / colar / duplicar / clonar objetos usando os menus ou Ctrl-X, C, V, D, K
  • Arrastar objetos ao redor, além de redimensionar, girar, cisalhar. Mais controle numérico via Infobar
  • Clique com botão direito copia ao arrastar
  • Alinha objeto magneticamente. Grade de pressão e exibição de grade.
  • Ferramenta Zoom
  • Ferramenta Push (botão do meio do mouse também funciona para empurrar a página ao redor em qualquer ferramenta)
  • Agrupar e desagrupar (Ctrl-G, Ctrl-U)
  • Undo / redo usando barra de ferramentas, ícones ou Ctrl-Z / Y
  • Shape editor para edição e criação de formas
  • Ferramenta Pen bezier: Edita caminhos bezier
  • Ferramentas Rectangle, Ellipse e QuickShape
  • Arrange Tool bar - para alterar a ordem dos objetos, acima, abaixo, juntar, alinhar, adicionar, subtrair formas
  • Ferramenta Feather interativa, com controle deslizante pop-up adicionado ao wxWidgets
  • A ferramenta Preenchimento
  • A ferramenta da Transparência
  • A ferramenta Blend
  • A ferramenta Bevel
  • A ferramenta de texto, incluindo a capacidade de definir a fonte
  • A ferramenta Freehand (ainda sem brushes)
  • A ferramenta Shadow
  • Cor da linha e editor completo de cores na tela.
  • Salvar
  • JPG, GIF e PNG importa e exporta
  • Importação / exportação de ImageMagick, inclui suporte a vários outros formatos tais como: TIFF, BMP, PICT, XPM e outros.
  • Diálogo Exportar Bitmap inclui preview da imagem
  • Importação de gráficos SVG (versão ainda recente, poucos recursos)
  • Importação do Adobe Illustrator ( no mesmo nível da versão windows)
  • Arrastar e soltar arquivos de importação
  • Galerias layer, cor, linha e bitmap
  • Orientações
  • Réguas
  • Escolha dos modelos de documentos na criação de novo documento.
  • Linha de status e barra de progresso
  • Vários novos itens de menu por exemplo, converter linhas em formas
  • Clipviews
  • A ferramenta Tracer
  • Novo sistema de plug-ns de filtros de importação / exportação
  • Diálogo de options (e muitas options agora operacionais)
  • Impressão.
  • Edição de profiles personalizados em feather, preenchimento, transparência e blend tools.
  • Ajuda Full global agora integrada.

domingo, 25 de abril de 2010

Wings 3D - Asas à Sua Imaginação no Linux


Wings 3D é um modelador de subdivisão de fonte livre e aberta,  inspirado pelo Nendo e o Mirai da Izware. Wings 3D é o nome da estrutura de dados winged-edge que ele usa internamente para armazenar dados de coordenadas e adjacências, e é comumente referida pelos seus usuários simplesmente como Wings.
Wings 3D está disponível para a maioria das plataformas, incluindo Windows, Linux e Mac OS X, utilizando o ambiente de Erlang.


Visão Geral
Wings 3D pode ser usado para modelar e texturizar modelos de baixa a médio número de polígonos. Wings não suporta animações e só tem facilidades de renderização OpenGL básicas, embora possa exportar para software de renderização externos, como o POV-Ray e YafRay.

Ainda assim, Wings é frequentemente usado em combinação com outros softwares, sendo que os modelos feitos em Wings são exportados para aplicações mais especializadas em renderização e animação como o Blender.


Interface
Wings 3D usa menus contextuais em oposição a uma interface gráfica altamente iconizada. A modelagem é feita usando o mouse e teclado para selecionar e modificar os diferentes aspectos da geometria de um modelo em quatro diferentes modos de seleção: Vertex, Edge, rosto e corpo.

Devido aos menus sensíveis ao contexto do Wings, cada modo de seleção tem seu próprio conjunto de ferramentas de mesh. Muitas dessas ferramentas oferecem usos básicos e avançados, permitindo que os usuários especifiquem vetores e pontos para alterar a forma como uma ferramenta afetará o seu modelo. Wings também lhe permite adicionar texturas e materiais para seus modelos, e tem  mapeamento AutoUV embutido.


Características

  • Uma grande variedade de seleções e ferramentas de modelagem
  • Ferramenta de Modelagem com suporte a ímãs e operações com vetores
  • Teclas de atalho personalizáveis e interface
  • Tweak Mode permite-lhe fazer ajustes rápidos de um mesh
  • Atribuir e editar iluminação, materiais, texturas, cores e Vertex
  • Mapeamento AutoUV
  • Suporte a NGon mesh
  • Um gerenciador de plugins para adicionar e remover plugins
  • Importação e exportação em vários formatos populares   


Formatos de Arquivo
Wings carrega e salva os modelos em seu próprio formato (.wing), mas também suporta vários padrões de formatos 3D  .


Importação
  • Nendo (.ndo)
  • 3D Studio (.3ds)
  • Adobe Illustrator (.ai)
  • Autodesk FBX (.fbx)
  • Lightwave/Modo (.lwo/.lxo)
  • Wavefront (.obj)
  • PostScript (Inkscape) (.ps)
  • Encapsulated PostScript (.eps)
  • Stereolithography (.stl)
Exportação    
  • Nendo (.ndo)
  • 3D Studio (.3ds)
  • Adobe Illustrator (.ai)
  • BZFlag (.bzw)
  • Kerkythea (.xml)
  • Autodesk FBX (.fbx)
  • Lightwave/Modo (.lwo/.lxo)
  • Wavefront (.obj)
  • POV-Ray (.pov)
  • Cartoon Edges (.eps)
  • Stereolithography (.stl)
  • Renderware (.rwx)
  • VRML 2.0 (.wrl)
  • DirectX (.x)


Site: http://www.wings3d.com/

domingo, 18 de abril de 2010

Para onde o Ubuntu está indo ???


Ubuntu Lucid ??? Ou o Gato Risonho da Alice ???
Muitas vozes se levantam contra o Ubuntu, e, como já foi dito antes, parece que “malhar” o Ubuntu se torna quase um esporte. Mas, minha intenção com este artigo, é fazer uma crítica equilibrada, sem o peso de uma malhação apenas e tão somente, e, de uma crítica negativa.

Na verdade, o que todos nós nos peguntamos, e, tememos, é: Para onde o Ubuntu está indo ??? Quais os rumos que uma das distribuições mais amadas(e odiadas), a mais popular, no sentido de ser conhecida e ter muitos adeptos, vai tomar daqui pra frente.

O Ubuntu, inegavelmente, está num ótimo momento, pode-se dizer que ele já alcançou tração bastante para seguir seu caminho “per se”.

Quando tive contato com o Ubuntu, e, isso foi nos tempos do 6.06 e do 6.10, o Ubuntu parecia um Knoppix melhor do que o Knoppix. Era uma distro muito promissora, dando sinais de que iria trazer o Linux, até então uma arcana magia de geeks e nerds, para o usuário comum.

O Ubuntu não teve tanto impacto no Brasil, já que tínhamos duas distros nacionais, a Conectiva Linux, mais voltada ao setor empresarial e o nosso amado Kurumin, um remaster do Knoppix, que, graças ao sr. Carlos Morimoto, se tornou única, com seus scripts que faziam até winmodems funcionar.

Então, o Ubuntu não foi recebido com a surpresa e o espanto com que foi recebido em outros países, os Estados Unidos principalmente.

Como eu não era um usuário, não acompanhei a trajetória do Ubuntu até chegar às versões mais recentes, 9.04 e 9.10, a mais recente, Karmic Koala.

Como a adoção de kernels mais recentes e o reconhecimento de hardware estavam muito bons, passei a sugerir a meus clientes a adoção das versões mais recentes do Ubuntu.

E... Qual a minha surpresa quando precisei mexer no Ubuntu mais recente...

Primeiro, ele não vai para a linha de comando facilmente. O inittab não existe mais. Então, de nada adianta tentar setar o runlevel = 3 para logar na CLI que não se consegue. Hummmm... Bom, é interessante(será ?) esconder a CLI de usuários novos. Mas, e quando se precisa fazer manutenção nele ? Não é fácil de se chegar à linha de comando.

Então... Instalei um notebook para cliente, com vídeo SiS. E, claro, a configuração de vídeo ficou a padrão 800 x 600. Ahhh, fácil... É só mexer no xorg.conf e pronto. E... Cadê o xorg.conf ? Foi abolido também...

Então, nos deparamos com decisões tecnológicas sobre o Ubuntu, que são motivadas por questões políticas e mercadológicas.
Já vimos isso antes, que motivos políticos geram decisões tecnológicas. Uma das maiores empresas de software proprietário sempre pautou suas decisões tecnológicas por questões políticas. Ou colocar o Internet Explorer dentro do windows 98 foi apenas para que os usuários tivessem uma melhor experiência em usabilidade ???

Assim, as decisões da Canonical sobre o Ubuntu, numa base política, estão levando-o por tortuosos caminhos tecnológicos.
E, estas tensões, entre aquilo que se queria que o Ubuntu fosse e aquilo que a Canonical se permite fazer com ele, criam atritos como o do episódio do posicionamento dos botões no Ubuntu 10.04.
E aí, vem o próprio Mark Shuttleworth dizer que o Ubuntu não é uma democracia.
Hummmm... Fica a questão no ar: Para conseguir trabalho altamente especializado, o Ubuntu é uma comunidade. Quando essa comunidade quer ser ouvida, o Ubuntu não é uma democracia ???

Eu penso que a questão do “atrito” que houve por causa do design do novo Ubuntu foi menos pelo design em si, e mais por um clamor da comunidade, para ser ouvida em seus anseios.

O Ubuntu em sua nova versão já não virá com o Gimp, uma das pedras angulares do movimento Open Source. Em seu lugar, o F-Spot, que tem muito poucos recursos, usa uma biblioteca para “traduzir” a api em que foi escrito (.NET) para ser executado no Linux e, por conta disso, ocupa um espaço substancial no disco. Note se aqui que em diversas pesquisas on line, os usuários do Ubuntu votaram contra a retirada do Gimp em sua maioria.

A política envolvida molda os rumos do Ubuntu, e, essa política parece estar direcionada em atrair o maior número possível de usuários, fazendo concessões que deixam os usuários mais antigos surpresos. Eu tinha esperança que o Ubuntu, ao atrair o grande público para o Linux, poderia mostrar que existe algo além das janela$, que a tecnologia da informação é muito mais do que apertar botões e ser um viveiro de vírus e pragas digitais, que um mundo diferente é possível.

Mas, as decisões da Canonical apenas estão repetindo um cenário já conhecido, e, para atrair mais usuários, está fazendo o Linux ficar imbecilizado, perpetuando péssimas práticas e, consequentemente manchando o bom nome do Linux.

A Canonical não é uma empresa Open Source. Não como a Red Hat, que desde o seu início prezou os princípios do Open Source e as quatro liberdades da GPL. Não, Canonical está mais para uma empresa como a Apple. E, com os rumos que está dando ao Ubuntu, não vai demorar muito para ele não ser mais GNU/Linux Ubuntu (como alguns queriam, há pouco tempo atrás, na Gnome foundation, que o Gnome deixasse de ser GNU).

Assim, se o que você procura é uma distro que seja comunitária, com ampla participação e respeito pelas vozes da comunidade, procure por uma distro como o Debian, que é lastreada pela Debian foundation, ou pela distro Fedora, que é o ramo free da Red Hat. Essas distros são mais fiéis ao espírito da GPL e ouvem efetivamente sua comunidade. Não apenas os executivos...

Claro que existem outras opções ao Ubuntu, distros derivadas dele, que não seguem tão à risca o design da distro mãe: São elas o Kubuntu e o Linux Mint. Essas não estão tão amarradas aos desígnios da distro mãe.

Mas, depois de todas essas linhas, não pensem que eu quero que o Ubuntu fracasse. De jeito nenhum, quero que o Ubuntu tenha sucesso. Mas, as decisões de seus executivos estão minando suas possibilidades, já que nem como uma peça de FLOSS e nem como um sistema proprietário ele vai se destacar. Se continuar nessa direção... Sem um rumo certo.