terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Como Montar Um Servidor Caseiro de FTP - Parte 1


O interesse crescente por troca de arquivos nos leva a abordar o assunto servidor de FTP.
Atualmente, com todas as restrições que o filesharing está tendo, com processos de gravadoras, distribuidoras e até provedores de internet cancelando o serviço, montar um servidor caseiro de FTP para trocar arquivos com os amigos é quase uma necessidade. A vantagem? É uma conexão não promíscua, e, terá alto grau de confiança, já que apenas peers conhecidos estarão conectados. Mas, primeiro, um pouco de teoria.

FTP(File Transfer Protocol)
File Transfer Protocol (FTP) é um protocolo de rede padrão usado para copiar um arquivo de um host para outro através de uma rede baseada no protocolo TCP / IP, tal como a Internet. FTP é construído sobre uma arquitetura cliente-servidor e utiliza conexões de dados e controle separadas entre o cliente e o servidor. A conexão de controle fica na porta 21 e a conexão de dados na porta 20, ambas no lado do servidor. No lado do cliente as coisas mudam um pouco.
Usuários FTP podem autenticar-se através de username e senha, mas podem logar-se anonimamente também, se o servidor estiver configurado para permitir isso.

FTP Passivo e Ativo
Existem dois modos de FTP: Ativo e Passivo. Segue uma explanação de como eles funcionam

FTP Ativo
No FTP em modo ativo, o cliente se conecta a partir de uma porta não privilegiada aleatória (N> 1023) para a porta de comando do servidor FTP, a porta 21. Então, o cliente começa a escutar a porta N +1 e envia o comando FTP PORT N +1 para o servidor FTP. O servidor irá então se conectar de volta para a porta de dados  especificada pelo cliente  a partir da porta de dados local, que é a porta 20.

Do ponto de vista do firewall do lado do servidor, para suportar o modo FTP ativo, os seguintes canais de comunicação precisam ser abertas:

  • porta 21 do servidor FTP a partir de qualquer lugar (o cliente inicia a conexão)
  • A porta 21 do servidor FTP para portas > 1023 (o servidor responde à porta de controle do cliente)
  • A porta do servidor FTP 20 a portas> 1023 (Server inicia conexão de dados para a porta de dados do cliente)
  • porta do servidor FTP a partir de 20 portas> 1023 (O cliente envia ACKs para a porta do servidor de dados)
No diagrama abaixo, segue o esquema de como se opera a conexão entre cliente e servidor de FTP no modo ativo

FTP Passivo
No modo passivo, o cliente também abre a conexão contatando a porta 21 do servidor, entretanto, ao invés de iniciar a conexão imediatamente, o servidor responde avisando que o cliente pode contatá-lo numa segunda porta, escolhida aleatóriamente (a 2024, por exemplo). O cliente inicia, então, uma nova conexão na porta especificada e o servidor responde
enviando os dados.
Esta porta fica reservada ao cliente durante o tempo que durar a transferência. Em teoria, isto seria um limite ao número de clientes que poderiam se conectar simultaneamente, mas, na prática, seriam necessárias mais de 64.000 conexões simultâneas ao mesmo servidor FTP
para esgotar as portas disponíveis.

Do ponto de vista do firewall do lado do servidor, para suportar o modo passivo FTP seguintes canais de comunicação precisam ser abertos:

  • porta 21 do servidor FTP a partir de qualquer lugar (o cliente inicia a conexão)
  • A porta 21 do servidor FTP para portas> 1023 (o servidor responde à porta de controle do cliente)
  • portas servidor FTP> 1023 a partir de qualquer lugar (o cliente inicia conexão de dados com a porta aleatória especificada pelo servidor)
  • portas servidor FTP> 1023 para portas remotas> 1023 (o servidor envia ACKs (e dados) para a porta de dados do cliente)
No diagrama abaixo, segue o esquema de como se opera a conexão entre cliente e servidor de FTP no modo ativo
Dessa forma, no modo passivo, quem determina quais portas serão usadas pelos dados a serem transferidos é o servidor, e não o cliente, como no modo ativo.

Desvantagens do Modo Ativo

O principal problema do modo ativo é que, como a requisição de portas é feita no cliente, torna-se problemático para o firewall/NAT/Router lidar com as requisições do cliente.
No modo passivo, uma vez que é o servidor que determina quais portas vai usar, fica mais fácil de configurar toda a estrutura de firewall/NAT/Router.

Servidor Caseiro de FTP - Considerações
Para implementarmos com sucesso um servidor caseiro de FTP precisamos levar em conta qual será a estrutura que vamos ter.
Nosso servidor vai estar localizado numa máquina, atrás de um modem/router, numa rede local interna e se comunicando com o mundo através desse modem/router.
Como os provedores de internet bloqueiam as portas baixas, < 1024, teremos que configurar um NAT no modem/router para que os computadores externos possam acessar a porta de controle do FTP (21) e as portas de dados.
O modo ativo é bom o bastante para redes locais, principalmente atrás de um firewall/router, pois a utilização de portas aleatórias pelo cliente não vai prejudicar a conexão.
Mas, para conexões através da internet, será necessário usar o modo passivo, muito mais configurável.
E é claro, vamos precisar também de um programa servidor de FTP, para podermos realizar as ações de transferência de arquivos.
Bem, depois dessa breve introdução, da teoria sobre o que é FTP, vamos abordar como montar o servidor e todas as configurações necessárias para seu bom funcionamento.

Continua na parte 2

Como Montar Um Servidor Caseiro de FTP - Parte 2

Continuado da parte 1

Vamos precisar de um programa servidor de FTP. Escolhi o ProFTPD por ser um robusto servidor de FTP no Linux. E, facilmente configurável.
Para agilizar o processo, resolvi usar um front end gráfico para o ProFTPD, o GADMIN-PROFTPD.

Os Passos para configurar o servidor FTP caseiro:
  1. Instalar o GADMIN-PROFTPD.
  2. Configurar o Modem/Router para fazer o NAT para o FTP
  3. Configurar o GADMIN-PROFTPD.
  4. Começar a trocar arquivos.

1a. Baixar o pacote Gadmin-ProftpD para a sua distro aqui
1b. Instalar o pacote dpkg -i ou rpm -i pacote (dependendo da sua distro. Ou se tiver nos repositórios, melhor ainda)

O GADMIN-PROFTPD instala o ProftpD automaticamente.

2a. Acessar o seu modem/router e configurar  Advanced Port Forwarding Rules.
2b. É necessário configurar as regras de nat do modem/router para que as requisições de FTP externas possam alcançar o servidor de FTP na rede interna.
2c. No exemplo da figura abaixo,  configurei como porta externa de FTP a 2121, já que os provedores de internet bloqueiam as portas baixas (menores que 1024).
2d. E, fiz com que as requisições para as portas de dados do servidor (65524-65534) cheguem o servidor de FTP. Essas portas de dados serão definidas no servidor de FTP ProftpD, no modo passivo, e, serão passadas para o cliente.
2e. Observar que o item descrito em vermelho é o endereço IP interno onde o servidor de FTP vai estar.


3a. Configurar o servidor ProftpD.
3b. Observe a figura abaixo, você deverá:
  • Informar o IP externo de seu modem/roteador (onde está indicado em vermelho external IP here)
  • Marque configure NAT routing: ON
  • Agora vem a configuração do intervalo das portas para o FTP passivo. Eu coloquei em 65524-65534
  • As outras opções podem ficar iguais as da figura.
  • Configure para modo binário de transferência de arquivos.

  • Agora, continue a configurar o ProftpD. 
  • Default home directory pode ser /var/ftp/click_here
  • Agora, item importante: Download speed e upload speed. Esses dois valores é que vão determinar a velocidade dos seus downloads/uploads. Recomendo deixar em 1/3 do valor da largura de banda nominal, para dar folga para outros tráfegos.
  • Allow resume of broken downloads and uploads marcar ON
  •  Agora, clicar na aba Users
  • Adicionar um usuário(ou mais de um, se você quiser trocar arquivos com mais de um amigo ao mesmo tempo)
  • Indique como shell: /bin/null, para que o usuário de FTP não possa dar comandos no seu sistema, apenas os comandos de FTP.
  • Crie uma senha para esse usuário de FTP.
  • Marque as permissões que esse usuário vai ter: eu marco: list, upload, download, append, make dir. E não deixo o usuário sair do seu diretório de FTP (no up dir)
  • Passe a senha para o seu amigo
  • Clique em Activate para startar o serviço
  • Clique na aba Transfers para monitorar as transferências.
Tanto os arquivos que você for receber quanto os arquivos que você for enviar, deverão estar na pasta /var/ftp/click_here

Lembre-se que as transmissões de FTP não são criptografadas. Assim, tanto senhas como logins podem ser interceptadas através da rede. Uma boa política é mudar os usuários e senhas de FTP a cada nova sessão, mudar a porta de controle no modem/router, e, só ativar o serviço de FTP quando for transferir seus arquivos(upload/download).

Boas transferências!

Para saber mais: http://slacksite.com/other/ftp.html

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Kinect e Linux - Minority Report na vida real

Nós só vimos isso(até agora) em filmes, especialmente Minority Report, com Tom Cruise. Mas, os talentosos programadores da comunidade Floss já arranjaram uma utilidade para o caro acessório Kinect: Ser um receptor para controle multitouch no ar, sem touchpad ou nenhum outro acessório mais.

Aqui, veja o original de Tom Cruise



E agora, o demo do Kinect Multitouch no Ubuntu


Na tela pequena à esquerda, vê se a imagem do operador sendo rastreada, e, o resto da tela são as suas ações acontecendo em tempo real.
Para conseguir esse efeito sensacional, a interface usa o framework TISCH(Tangible Interactive Surfaces for Collaboration between Humans), que teve uma versão lançada recentemente (14/11/2010) com suporte ao Kinect.

Instalação
Sim você pode instalar este framework através da seguinte PPA:

sudo apt-add-repository ppa:floe/libtisch

sudo apt-get update && sudo apt-get install libtisch libtisch-dev libtisch-csharp libtisch-java libtisch-python


Post original de OMGUbuntu.co.uk AQUI

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Bem Vindo ao mundo de Auteria! - Novo MMORPG p/ Linux

O mundo da Auteria é o cenário para este MMORPG com uma grande variedade de paisagens, desde  selvas a desertos, montanhas, cavernas, vilas e cidades.
Embora provavelmente você vá concordar que este é um cenário bastante comum para um MMORPG mesmo no Linux, que tem uma escolha mais limitada do que outras plataformas, têm algumas coisas que fazem Auteria se destacar das demais alternativas e este review vai explorar os aspectos únicos de Auteria.

O enredo conta como um rapaz caiu através de um portal mágico para o mundo  de Auteria, onde você se encontra (e, a missão principal é responder à pergunta de onde este pioneiro acidental se encontra)

Auteria está disponível como um binário pré-compilado para você apenas descompactar e executar de imediato - O download não é muito grande também.

A criação de personagens é o primeiro ponto de parada para qualquer novo aventureiro, começando com a escolha do seu sexo,  estilo de cabelo, etnia, etc...  Não há qualquer alteração de stats na tela de criação e todos começam com o mesmo nível de habilidade, deixando para o jogador a forma como suas habilidades se desenvolvem. Assim, seu personagem poderia ser Mago ou Guerreiro, Curador ou Enchanter (ou mesmo uma mistura de todos - ou algo totalmente diferente)

Sua aventura começa em um lugar chamado Hometown, que é um conjunto de cabanas de madeira, em uma praia. Até o nível 20 você será capaz de retornar imediatamente para este local, digitando ".beam " no console, que também vai usar para bater papo com outros personagens (humanos).

O cliente Auteria é muito simples de entender, sua interface clara e intuitiva permite  se familiarizar com o jogo rapidamente. A ajuda está à mão sobre qualquer item apenas passando o cursor do mouse sobre ele.

Auteria lida com o progresso do personagem de uma maneira muito semelhante a Eternal Lands, com você tendo os níveis de habilidade para coisas como o ataque, magia, colheita, culinária, etc, tudo que contribuir para a sua  classificação geral de XP.

Mesmo na pequena área explorada, armaduras e armas parecem muito variadas e podem ser compradas em lojas / revendedores ou descartados aleatoriamente por criaturas durante suas batalhas.

Conclusões

Auteria tem todos os ingredientes de um grande MMORPG. Existem cavernas de visual belíssimo e cidades verdadeiramente pitorescas. Embora  certos lugares pareçam muito impressionantes e exijam um sistema surpreendentemente modesto  para rodar no máximo, há também algumas grandes áreas de espaço aberto que se parecem desertas e pouco povoadas.
Acho que esta característica é a questão principal de Auteria - a falta de jogadores. Um dos elementos mais importantes de um RPG online é a comunidade que o joga. Aqui é onde Auteria cai um pouco e, enquanto não há nenhuma razão para que você não possa desfrutar de Auteria como uma experiência a solo, é o elemento MMORPG que atrai os usuários. Isto  é uma pena, enquanto as pessoas elogiam Planeshift, Eternal Lands & Regnum e outros, este título tem  sido negligenciado. Fundamentalmente, este é um título sólido e acho que poderia ser verdadeiramente grande, a medida que mais pessoas o descubram.

Graficamente, Auteria é impecável. As músicas mudam para se adaptar ao ambiente em que se está jogando e, apesar de serem agradáveis e bem construídas,  são bastante curtas em duração, o que significa que podem tornar-se cansativas rapidamente.

O número de quests parece impressionante. Eu praticamente não deixei a noob area do jogo e já existe uma enorme quantidade de tarefas que irão  mostrar como a mecânica do jogo funciona, e, ensinarão novas habilidades (mas, irá prover os meios para o seu personagem evoluir/subir de níveis).
 Você só pode jogar com uma raça humana e eu sugeriria que talvez outras raças fossem oferecidos no futuro, o que ainda poderia ser inserido no enredo de Auteria.

O jogo é muito fácil de jogar e a gui é muito intuitiva, porém acho que leva muito tempo  para  o seu personagem sair para fora das  áreas noob,  e equipá-lo com algumas armas poderosas. Isso pode deixar muitas pessoas desanimadas, mas para aqueles que não se abaterem com isso, vão  encontrar um jogo imenso e variado, de ótimo gameplay e uma experiência muito gratificante. Há alguns toques muito legais, logo no início do jogo, que dão ao jogador uma visão tentadora do que está por vir. Principalmente, você é levado a um passeio dragão em uma das primeiras missões, onde você pode ver a enorme paisagem  de uma pequena parte do mundo do jogo .

A comunidade que existe em Auteria, embora pequena, parece experiente e útil com jogadores que parecem estar casa, dada a experiência que têm com o jogo. Eles ficam muito contentes em ajudar, um aspecto muito importante de todo o MMORPG que deseja criar uma sólida comunidade.

De mais a mais, este é um grande jogo que precisa desesperadamente da sua ajuda. Se você ainda não experimentou ou está procurando uma mudança, seja  de Eternal Lands, Regnum Online,  etc..., então eu recomendo que você experimente  este título. Você não vai se arrepender.

Site: http://www.auteria.com/index.php


Eu gostaria de agradecer ao Tim, do site Openbytes, que gentilmente permitiu que eu traduzisse e postasse este artigo aqui.  Link para o artigo original

I would like to thank Tim, from Openbytes, who kindly allowed the translation of his original post. Original post here.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Como Conectar o MySQL com o Br Office no Linux


Para podermos combinar o poder do MySQL com a praticidade do Br Office, abrindo uma infinidade de possibilidades no Linux, é necessário conectar o MySQL com o aplicativo de banco de dados do Br Office, o Br Office Base.
Existem diversas formas de conseguir fazer isso, e, irei ilustrar uma forma que funciona efetivamente.

Como ligar o BR Office Base no MySQL - As Formas Existentes

  • É possível conectar o Br Office Base com o MySQL com o JConnector, conector Java
  • Com uma extensão nativa do Br Office, MySQL Connector for OpenOffice.org mas, que funciona apenas com a versão 3.1, não tendo sido atualizado até o momento
  • O Conector ODBC, que foi o que melhor se saiu dos três.
Na verdade, não tive sucesso com o JConnector e a extensão MySQL Connector está desatualizada, e não funcionou com a versão corrente do Br Office(3.2)
Então, vamos ver como fazer a conexão BR Office/MySQL com o conector ODBC.


Conector ODBC

ODBC (acrônimo para Open Data Base Connectivity) é um padrão para acesso a sistemas gerenciadores de bancos de dados. Este padrão define um conjunto de interfaces que permitem o uso de linguagens de programação como Visual Basic, Delphi, Visual C++, entre outras capazes de utilizar estas interfaces, para ter acesso a uma vasta gama de bases de dados distintas sem a necessidade de codificar métodos de acesso especializados.
O ODBC possui uma implementação específica da linguagem SQL com a qual a aplicação pode se comunicar com a base de dados de forma transparente, permitindo, por exemplo, que um mesmo programa possa utilizar simultaneamente o MySQL, o Access e o SQL Server sem a necessidade de mudanças na sua camada de dados. O uso destas interfaces está condicionado à existência de drivers ODBC específicos para as bases de dados que se deseja acessar.


Instalação do Conector ODBC no Linux

Será necessário instalar dois pacotes para poder trabalhar com o conector ODBC no Linux, o pacote unixODBC(versão rpm e versão deb) e o mysql-connector-odbc . Claro que, se estes pacotes já estiverem nos repositórios da sua distribuição favorita, o mais indicado a fazer é um apt-get install pacote ou yum/urpmi -i pacote. Caso não esteja(como aconteceu comigo) a solução é baixar dos links que forneci acima.
  1. Depois de instalados os pacotes, para testar se estão funcionando ok, digite $ odbcinst -j, o que deverá listar as opções correntes de configuração do conector ODBC. Algo como :
    unixODBC 2.2.14
    DRIVERS............: /etc/odbcinst.ini
    SYSTEM DATA SOURCES: /etc/odbc.ini
    USER DATA SOURCES..: /home/user/.odbc.ini
  2. Agora vem a parte importante: Configurar os dois arquivos que vão informar ao Br Office como se comunicar com o MySQL. Os arquivos são odbcinst.ini e odbc.ini e ficam localizados em /etc
    odbcinst.ini - Este arquivo vai apontar onde estão os drivers que farão a conexão com o Br Office. Essa é a instalação que funciona na minha distribuição e instalação. Os nomes das bibliotecas e suas localizações podem ser diferentes, mas, nada que um whereis e um locate não resolvam.
    [MySQL]
    Description = ODBC for MySQL
    Driver = /usr/lib/libmyodbc5.so
    Setup = /usr/lib/libodbcmyS.so.1
    FileUsage = 1
  3. odbc.ini
    [MySQL-Teste] - Poderia ser qualquer nome, este aqui foi usado apenas para ilustrar

    Description = MySQL BD_Teste

    Driver = MySQL

    Server = localhost - Aqui vai o endereço IP do servidor MySQL, neste exemplo está rodando na própria máquina.

    Socket = /var/lib/mysql/mysql.sock - O endereço do socket MySQL tem que ser declarado, ele é que vai fazer a conexão entre o Br Office e o MySQL

    User = username - nome do usuário cadastrado no MySQL, que será usado para o Br Office se logar no MySQL

    Password = senha - senha do usuário cadastrado no MySQL, para o Br Office se logar no MySQL

    Port = 3306 - Essa é a porta padrão do MySQL

    Database = teste - NOTE BEM: Aqui vai o nome do BANCO DE DADOS que está no MySQL e com o qual queremos TRABALHAR. Esse banco de dados foi criado anteriormente, com qualquer outra ferramenta MySQL

    Option = 3

    ReadOnly = No - Para permitir que o Br Office possa inserir dados no banco de dados
  4.  Estes foram os passos no sistema operacional Linux. Agora, os passos no Br Office
  5.  Arquivo de Banco de Dados>> Novo
  6. Clique no botão Conectar-se a um banco de dados MySQL e escolha no menu suspenso. Clique em Next.
  7. Na janela seguinte, você deve aceitar a escolha do padrão de conectar usando ODBC, e clique em Avançar.
  8. Clique em Procurar e selecione criado conexão ([MySQL teste] deve estar na lista em nosso caso) e no próximo.
  9. em seguida, digite avançar, não registrar o arquivo. Salve o arquivo. E, a partir daí, poderá começar a trabalhar com seu banco de dados MySQL dentro do Br Office. 
Considerações Finais
Os passos aqui apresentados funcionam perfeitamente localmente. Para se trabalhar em rede(um servidor MySQL remoto) existem algumas alterações, as quais veremos futuramente. O arquivo odbc.ini pode ficar localizado na /home do usuário padrão, caso se deseje alterar frequentemente a configuração dos bancos de dados sendo acessados. Nesse caso, o arquivo odbc.ini que fica em /etc deve ficar vazio, para que não haja conflito.
Devem ser observados os nomes de duas bibliotecas: libmyodbc e libodbcmyS que mudam, de uma distro para outra no Linux, mas, que fazem a mesma coisa, sendo necessário apenas adaptar o nome para que funcione na sua distro preferida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Como Resetar a Password de Root no MySQL

Para quem já teve o desprazer de perder sua senha de root no MySQL, ou que ainda vai perdê-la, aqui vai uma dica salvadora da pátria.

Pare ou mate o serviço do MySQL
# killall mysqld ou #service mysqld stop

Inicie o MySQL em safe mode (modo seguro):

# mysqld_safe --skip-grant-tables &

"Entre" usando o cliente do mysql:

# mysql

Acesse o banco do MySQL

> use mysql;

Definindo a nova senha do root do MySQL:

> update user set password = password('digite sua nova senha aqui') where user='root' and host='localhost';

Recarregar os privilégios, digitando:

> flush privileges;

Saia do MySQL:

> quit

Reinice o MySQL em modo normal:

# service mysqld stop

E enfim, vamos iniciar o MySQL com a nova senha de root:

# service mysqld start

E pronto, seu root com senha nova e acesso ao banco de dados novamente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

As Corporações e Você: Quem é quem no Open source - Parte1

Estamos vivendo momentos cruciais para o Open Source: Oracle está processando a Google por patentes, Apple está lutando contra o Android do jeito que pode, ao mesmo tempo que alardeia que é uma empresa open source(falarei disso a seguir) e, a Microsoft dá declarações à imprensa de seu amor ao open source(hein ? WTF ?).
Diante de todo esse bombardeamento de notícias, factoides e meias verdades, como é que a gente fica no meio dessa encrenca toda ?

Para tentar entender esse imbróglio todo, vou fazer uma breve análise das empresas que trabalham com Open Source, e, comentarei como é seu relacionamento com o mesmo. A lista a seguir não é definitiva e nem abrange todas as companhias.

Pró Open Source
Red Hat: É a empresa que melhor sintetiza os ideais do Free, Libre Open Source no mundo. Tem sua distribuição paga, a Red Hat Enterprise Linux, e, uma distribuição gratuita, Fedora Linux,  focada mais no usuário comum e desktop. Há ainda uma distribuição comunitária gratuita, derivada da RHEL, CentOS, que é uma distribuição focada em servidores, mas, sempre desatualizada em relação à RHEL.
Nunca fez acordos que traíssem a comunidade Linux, não apoia a contaminação, seja do desktop, seja da área de servidores, com stacks alienígenas ao Linux, sendo fiel às quatro liberdades da GPL. E, mesmo sendo a virtualização um dos assuntos mais quentes da informática atualmente, a Red Hat disponibilizou o KVM em open source, depois de adquirir a companhia Qumranet de Israel. Por todas essas, Red Hat ganha o primeiro lugar.
Mandriva Software: Empresa francesa que nasceu da fusão da Mandrake Software com a brasileira Conectiva Informática, fica na segunda posição. Possui as versões free, one (ambas grátis) e a powerpack(paga em regime de assinatura).
A versão Free vem apenas com softwares livres open source, enquanto a versão One vem com um mix de softwares livres e alguns softwares proprietários e a versão Powerpack é a versão paga, que traz diversos softwares exclusivos, como o Cedega(para jogar jogos windows), e uma coleção de codecs proprietários para se ter multímidia out-of-the-box.
No setor de servidores, a Mandriva mantém uma distro enterprise com versões tanto para desktop corporativo quanto para server.
É uma distro madura, tem ferramentas fantásticas (uma delas, o famoso Drakconf) e, possui versões abertas e livres de seus softwares para a comunidade.
Não fechou nenhum acordo sinistro de licenciamento e se mantém fiel aos ideais das 4 liberdades da GPL.

Canonical: A empresa por trás do amado Ubuntu Linux vem na terceira posição.
Canonical Ltd é uma empresa privada fundada (e financiada) pelo empresário sul-Africano Mark Shuttleworth para a promoção de projetos de software livre. Canonical está registado na ilha de Man e emprega funcionários em todo o mundo, juntamente com seus principais escritórios em Londres, o escritório de apoio em Montreal e da equipe de OEM, em Lexington, Massachusetts, E.U.A. e Taipei, Taiwan.
A empresa possui uma linha de produtos em torno da distribuição Ubuntu, que é seu carro chefe. Seus produtos incluem:

  • Ubuntu, distribuição Linux baseada no Debian com desktop GNOME.
  • Kubuntu, distribuição Linux baseada no Debian com desktop KDE no lugar do Gnome.
  • Xubuntu, distribuição Linux baseada no Debian com desktop XFCE e otimizada para ser mais leve e rodar em hardware mais antigo.
  • Edubuntu, o núcleo Ubuntu melhorado especialmente para o ambiente educacional ou de clientes magros (Thin Clients).
  • Gobuntu (descontinuada), uma variante do Ubuntu consistindo inteiramente de software livre.
  • Lubuntu, o núcleo Ubuntu com o econômico e leve desktop LXDE no lugar do Gnome, para rodar em hardwares com baixas especificações(netbooks).
  • Ubuntu JeOS, uma eficiente variante do núcleo Ubuntu, desenhada para ser executada em máquinas virtuais.
Fora os produtos da linha Ubuntu, a Canonical tem mais alguns produtos Open Source, como Bazaar, Storm, Upstart e Quickly.
Agora, uma empresa que tem uma forma de distribuição gratuita de Linux (o Shipit), não tem versão paga para a distro desktop e é uma das mais amigáveis existentes, como pode estar em terceiro lugar ?
Explico: As estratégias da empresa, costurando alianças e acordos, pode prejudicar a liberdade dos seus usuários. Fechou acordo com a MPEGLA para licenciar o codec H.264, que é uma ameaça a vídeos livres na web, e, em qualquer lugar, devido as patentes envolvidas. Permite a contaminação do Ubuntu com o software Mono e suas bibliotecas (sobre o perigo do Mono, falarei mais adiante) e, por usar uma estratégia predatória para conseguir market share, as ações da Canonical devem ser observadas bem de perto.

Google Inc: A empresa número 1 em buscas aparece aqui numa quarta posição, e, surpreendentemente, melhor até que outra empresa de software (da qual falarei na sequencia).
A Google Inc é uma empresa bastante querida dos usuários em geral, possui bons produtos, um lema muito interessante (Don't be Evil) e, é sinônimo de competência com seus serviços.
A sua relação com o Open Source é muito boa, já que empresa sempre trabalha para disponibilizar tanto suas ferramentas como seus softwares em licenças abertas, para poderem ser utilizados por toda a comunidade. Possui duas distribuições Linux, Android, para telefones celulares e Google Chrome, a distribuição focada em computação nas nuvens(cloud computing).
Dois exemplos recentes da benevolência Googliana com o open source são: O padrão de comunicação Google Wave(que, infelizmente, falhou em atrair atenção do público) e o codec WebM, que a Google pretende que seja o padrão dos vídeos para o HTML5.
Porém, não podemos nos esquecer que a Google Inc não é uma empresa de software, é uma empresa que usa o software open source como um meio para atingir os seus fins. Assim, ela não é uma empresa open source. Alguns exemplos de tirania da Google são: o fechamento do CyanogenMod do Android(um mod do sistema operacional para celulares que trazia as Google Apps já instaladas) e as recentes conversas com a Verizon, que ameaçam a neutralidade da rede.  Claro que a benevolência Googliana tem suas razões, e, a maior delas é o data mining, essencial para o negócio de buscas e propaganda da Google. Por essas e outras, temos que estar atentos para que a Google Inc não se torne má(Do not become Evil).


Novell: A histórica empresa de Waltham, US, que foi uma das pioneiras da computação em rede, nos primórdios da computação empresarial, agora é uma empresa que fornece soluções baseadas em Linux e open source.
Linux foi um dos componentes chaves para a remodelação da empresa e sua adaptação aos novos tempos, pós Novell Netware, que foi um dos seus mais bem sucedidos produtos, nos anos 90.
Mas, não devemos nos esquecer que a Novell Inc não é uma companhia open source, mas, que viu no Linux e no open source uma oportunidade de se manter relevante, no acirrado mercado da computação cliente-servidor. Na verdade, a Novell tentou atrair os clientes de sistemas Unix e mesmo de seus sistemas Netware, no início dos anos 2000, já que estava havendo uma migração para outras plataformas.
Infelizmente, a Novell não teve muita sorte nas suas estratégias, ficando sempre atrás da Red Hat, às vezes no segundo lugar, às vezes no terceiro, e, por conta do fatídico acordo com a Microsoft, começou a atrair antipatia dentro da comunidade open source. Pior, ela ainda descuida de projetos open source para desenvolver linguagens e frameworks alienígenas ao Linux, como o Mono, que é baseado na tecnologia .NET da Microsoft, esvaziando o desenvolvimento de aplicações nativas para a arquitetura Linux.
A Novell ainda é a gestora do Suse Linux Enterprise e do Open Suse, que é uma importante distribuição Linux, e, por isso, deve ser muito bem observada.
Recentemente, diversos boatos de compra da Novell apareceram. Por isso, não é uma questão de SE a Novell será comprada por outra companhia, mas, quando isso irá acontecer.

Continua


As Corporações e Você: Quem é quem no Open source - Parte2

Continuação da parte 1


Neutras

International Business Machines, a centenária empresa de computação, com o foco voltado para a computação empresarial, é uma empresa com muitos projetos voltados ao open source: Eclipse, o framework, o desenvolvimento do kernel Linux, que a IBM auxilia com programadores contratados para isso, SElinux, Xen, dentre muitos projetos, os quais não cabem aqui.
A IBM começou a se envolver com o Linux em 1998, e, com o Linux, viu uma oportunidade de agregar valor ao serviço que já prestava. Como o Linux é excelente na escalalibilidade, desde projetos médios até projetos de supercomputadores, a IBM passou a utilizar Linux em suas atividades.
Em 1999, criou o Linux Technology Center, para integrar o Linux aos serviços que ela já prestava, como também para melhorar o kernel Linux para seus produtos. Um dos resultados  foi a disponibilização do kernel Linux para diversas plataformas: x86, mainframe, PowerPC, e mais recentemente, os processadores Cell(Playstation 3).
IBM encontrou no Linux uma ferramenta para continuar relevante no cenário da computação cliente-servidor. Ela não possui uma distro, mas apoia igualmente o Red Hat Enterprise Linux e o Suse Linux Enterprise em seus servidores.
Sendo uma empresa que tanto apoia o Linux, como aqui está classificada como neutra ? Há várias razões para isso.
A empresa apoia o Linux apenas onde ele é necessário para que ela tenha sucesso no mercado, não fazendo nada mais por ele. Bob Sutor, vp de Linux e open source, disse em 2009, que o Linux no desktop era uma batalha perdida.Ora, uma batalha perdida que rende alguns bilhões de dólares para a big blue, e, ainda a torna relevante no momento atual ? Nossa, um pouco de esforço pelo Linux como um todo seria bom, não?
Outro aspecto em que a IBM peca, e, se coloca em cima do muro, é a questão de patentes de software, na qual ela se diz uma empresa que apoia o Linux e o open source, e, ao mesmo tempo, é a favor de patentes de software. Recentemente, a IBM mostrou que poderia usar seu portfólio contra uma empresa que desenvolvia um produto baseado no emulador Hercules.


Yahoo:Yahoo, empresa de tecnologia, foi fundada por Jerry Yang e David Filo em janeiro de 1994 e foi incorporada em 1o março de 1995.
A empresa é mais conhecida por buscas online e serviços online diversos, mas, teve diversos projetos open source sob sua tutela(talvez o mais conhecido seja o Zimbra, servidor de e-mails / groupware open source compatível com o MS Exchange) , e, foi vendido para a VMware in janeiro desse ano.
Existem muitos outros projetos open source sendo desenvolvidos ainda pela Yahoo, tais como: 
Sendo o Hadoop, OAuth e o OpenID os mais famosos. A partir de 2008, a empresa sofreu uma tentativa mal sucedida de compra pela Microsoft, e, depois da substituição do CEO Jerry Yang pela sra. Carol Bartz, finalmente a Microsoft conseguiu tomar conta da Yahoo. Diversos projetos Open Source dentro da Yahoo foram extintos, colocando dúvidas se a empresa vai levar adiante seus projetos depois da tomada disfarçada pela Microsoft.


Neutra-Hostil

Nessa classe, temos apenas uma empresa. Mas, essa vale por todas. Diria-se que, com amigos como a Oracle, o Open Source não precisa de inimigos.

Oracle: Empresa fundada em 1977, por Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, a Oracle sempre foi uma empresa de software proprietário, e, sua relação com o Open Source nunca foi das melhores.
Há 3 anos atrás, não tendo conseguido comprar a Red Hat, a Oracle criou uma distribuição Linux baseada no código fonte do RHEL, o Oracle Unbreakable Linux. Ou seja, não conseguiu o seu intento, mas, achou uma forma de se aproveitar do trabalho e da genialidade da Red Hat. E pior, ainda passou a oferecer aos clientes da Red Hat a sua versão de Linux, por preços muito mais baixos. Concorrência desleal é pouco. Recentemente adquiriu a Sun Microsystems e encerrou o sistema operacional Open Solaris, pondo em dúvida o futuro de diversos projetos Open Source que eram desenvolvidos pela Sun (MySql, Open Office, Virtual Box e outros).
Para coroar as desastradas ações da Oracle, em 12 de agosto de 2010, a empresa processou a Google, Inc por quebra de patentes relativas ao Java em sua plataforma móvel, o sistema operacional Android.
E, o próprio Larry Ellison declarou, em 2006: "Se um produto Open Source ficar bom mesmo, a gente vai lá e pega" , demonstrando que não teria nenhum escrúpulo em se aproveitar do trabalho da comunidade Open Source.

Continua

As Corporações e Você: Quem é quem no Open source - Parte3

Continuação da parte 2


Hostis
Finalmente, a categoria mais esperada. As empresas que, com suas ações(ou omissões) atingem o Open Source, com intento de destruí-lo ou descaracterizá-lo.


Apple: A empresa número um em gadgets (caros) de tecnologia, a Apple possui ligações profundas com o Open Source. Alguns projetos estão intimamente ligados a ela.
A Apple, obviamente, ama os projetos BSD, que lhe permitem sugar o que puder da comunidade, e não dar nada em retorno. Tanto que baseou seu MacOSX num núcleo BSD, colocando uma gui proprietária em cima (Quartz).
Mas, não é só isso: Webkit, o engine por detrás do Google Chrome, começou como um fork do Khtml, o engine de rendereização HTML do KDE.
A Apple se aproximou dos desenvolvedores do KDE em 2002 e se aproveitou muito bem do trabalho deles. Mas, como era de se esperar, na hora de incorporar o trabalho da Apple de volta ao código do KHTML, a empresa dificultou de todas as formas possíveis o acesso dos programadores do KDE as mudanças que tinham feito no código, pedindo NDA's e alegando estar protegendo segredos comerciais.
A relação ainda hoje não é das melhores, e, mesmo com a abertura de código do Webkit pela Apple(licença parte BSD, parte LGPL), ainda se teme pelo futuro do KHTML, componente essencial do browser Konqueror do KDE.
Mas, não é só isso. A Apple ainda possui um ponto vital para o Linux, o CUPS, o sistema de impressão adotado por todas as distribuições Linux, que a Apple passou a usar em 2002, no seu MacOSX, e, acabou comprando a companhia em 2007.
E, houve mudanças em sua licença, sendo parte LGLP, e, parte proprietária(após a aquisição pela Apple). Mas, mais uma vez se observa o hábito da Apple de se aproveitar do melhor do trabalho alheio, sem muita preocupação em dar algum retorno para quem o produziu.
E, não podemos nos esquecer que a Apple processa a HTC, fabricante de celulares asiática, por causa do sistema operacional Open Source Android. Então, é uma empresa que pode ser muito prejudicial ao Open Source.

Microsoft:  Microsoft tem uma antiga relação com o Open Source. Na época do windows 95/NT, o stack TCP/IP dele foi "inspirado" no BSD. Sim, a Microsoft ama o Open Source. Ama se apropriar dele, cobrar caro e não dar nada em troca para ninguém.
Mais recentemente, a Microsoft, num gesto de "boa vontade" com a comunidade, criou o seu próprio portal web para acomodar projetos Open Source, a Codeplex foundation e, já tinha há algum tempo um portal para desenvolvedores, o Port25.
Mas, que surpresa quando "apareceu" uma ferramenta para instalação do windows 7, que tinha código muito parecido com um projeto que estava hospedado no Codeplex. Que feio Microsoft, se apropriando sem nenhuma vergonha dos projetos no Codeplex foundation.
Mas, não foi só isso: Código sendo usado no supervisor de virtualização, Hyper-V, também tinha traços de cópia de projetos Open Source. O que a Microsoft, rapidamente, tornou uma "doação" para os drivers do kernel Linux.
No mesmo espírito de "inspiração" pelo trabalho alheio, Microsoft também se inspirou no Plurk para criar seu MSN Juku. Claro, teve que tirar do ar depois que foi pega com a boca na botija.
Há algum tempo atrás, processou a Tom Tom, fabricante de dispositivos GPS, sobre patentes de sistemas de arquivos.  E, recentemente, processou a Salesforce, de forma agressiva e não provocada, já que seu sistema de CRM não consegue competir com o sistema Open Source da Salesforce.
Isso sem falar dos acordos com Novell, HTC, Samsung, LG, que adiciona uma taxa "imaginária" de licenciamento de patentes, para que se possam usar projetos Open Source, dos quais Microsoft nunca participou e, jamais quis que prosperassem.
Fora o Mono/Moonlight, que é uma bomba de tempo, que habilita a Microsoft a tomar atitudes como o processo da Oracle contra a Google. Ou seja, se o Mono/Moonlight não for ejetado do ambiente Linux, poderemos ver, num futuro não muito distante, mais ações ridículas como a da Oracle.

Menções (dis)Honrosas
As empresas citadas a seguir são empresas que violaram a GPL em algum momento, ou continuam a violar até hoje.
E, esta lista pode mudar, a qualquer momento. Esperamos que aumentem as empresas amigas do Open Source e seguidoras da GLP.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Blogagem Coletiva de repudio ao AI5 Digital – 31/08

Amigos, os adoradores do AI5Digital e da ditadura,  os amantes do vigilantismo, os defensores dos direitos econômicos em detrimento dos direitos civis que formam o tripé do atraso, estão se movimentando para aprovar o famigerado e monstruoso AI5Digital que há muito deveria ter sido fulminado, destruído e acabado.
A turma do Grande Irmão: Azeredo, Febraban, Fecomercio e outros do mesmo quilate estão fazendo uma força tremenda para nos empurrar o AI5Digital guela abaixo de qualquer forma, vamos aos fatos:
  1. A mídia continua repetindo o Mantra da Irracionalidade contra a Internet
  2. No dia 05/08/10  O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
  3. Seis dias depois aparece uma matéria dizendo que os Deputados buscarão acordo para votar a lei de crimes na Internet.
  4. E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.
Por estas e por outras que estamos convocando uma blogagem coletiva para o dia 31/08/10, justamente no dia do tal evento à serviço do Azeredo e do AI5digital, vamos fazer uma blogagem coletiva contra o AI5Digital para lembrar a todos que queremos a Internet como um espaço livre e democrático!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Diablo + Fallout = FreeDroid


FreedroidRPG é um maduro projeto de jogo sci-fi  RPG de perspectiva isométrica.
Ele se esforça em proporcionar um ambiente imersivo apoiado por gráficos refinados, faixas de música e efeitos sonoros.
Além das fases de ação hack'n'slash, diálogos com dezenas de
NPCs se encarregam  de contar a história. O jogador pode lutar com armas de contato ou à distância, assumir o controle de seus inimigos por "hacking", e executar códigos remotamente nos robôs inimigos.

Originalmente baseado no jogo freedroid Classic, este projeto se distanciou muito do jogo original.

O jogo conta a história de um mundo destruído por um conflito entre os robôs e seus mestres humanos.
Jogue como o Tux em uma missão para salvar o mundo dos robôs assassinos rebeldes, que não conhecem  misericórdia.
Você escolhe qual o caminho que deseja seguir, e, a liberdade de escolha está em toda parte no jogo.

FreeDroidRPG apresenta um sistema completo de combate em tempo real com armas de contato e armas de longo alcance, bastante semelhantes
ao proprietário jogo Diablo. Há também um sistema inovador de magia,
com características tais como invocação forçada (forced casting) e mais de 20 feitiços.
Você pode usar mais de 50 tipos diferentes de itens e lutar contra inúmeros inimigos no caminho para seu destino.
Possui um sistema de diálogo avançado, que pretende ser, pelo menos, no nível de Fallout.
Os diálogos do jogo representam uma grande parte do jogo.
Finalmente, se as armas são muito imprecisas e lâminas muito desajeitadas, você sempre pode hackear seus inimigos
e fazê-los lutar ao seu lado.

Este jogo ainda está em pesado desenvolvimento e é muito provável que mude no decorrer do processo, mas, já é 100% jogável.

Site: http://freedroid.sourceforge.net

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Starcraft 2 no Linux com o Wine - Como Fazer


Okey- Eu já mencionei antes que eu jogo Starcraft 2 no meu Linux sem problemas.
Desde o lançamento oficial do jogo há alguns dias atrás eu fui ficando com um bom tráfego naquelas duas páginas - por isso pensei em fazer um HOWTO rápido sobre como rodar o Starcraft 2 na sua distro Linux preferida. O jogo funciona no Wine 1.2 e / ou Crossover Games 9.1 com um pouquinho de trabalho (no Crossover Games é mais fácil fazê-lo rodar).
Já que grátis é bom eu vou falar primeiro como fazer pelo WINE.
Primeiro, baixar e instalar o Wine 1.2 em seu sistema. Em seguida, execute os seguintes comandos no terminal:

cd ~/Downloads
wget http://winezeug.googlecode.com/svn/trunk/winetricks
chmod +x winetricks
./winetricks droid fontfix fontsmooth-rgb gdiplus gecko vcrun2008 vcrun2005 allfonts d3dx9 win7
winecfg

Na janela de configuração que abre vá para a aba bibliotecas e digite mmdevapi na caixa Nova substituição para a biblioteca e clique em adicionar. Agora, procure na lista das substituições existentes por mmdevapi clique em Editar e configure para desativada. Por fim, clique na guia áudio e configure-a para alsa.
A partir da versão 9.1 do Crossover, Starcraft 2 está listado como "oficialmente suportado" e, como tal, você vai ver que tem uma entrada no instalador automático de jogos.
O único problema é que depois do jogo ter sido instalado o processo StarCraft 2 pendura - o que significa que o Crossover nunca sabe que o jogo terminou de instalar e desta forma nunca cria os itens de menu para ele.
Por sorte há uma solução simples para isso - depois de terminada a instalação de Starcraft 2, abra o seu sistema monitor de processos e procure por qualquer processo rebelde de Starcraft 2 e finalize-o.
Depois de ter feito isso, o instalador do CrossOverGames saberá que terminou de instalar o jogo e irá criar as entradas de menu como deveria.
Também - se você está tentando instalar a partir do CD vendido no varejo (com Wine ou Crossover) você pode precisar montar manualmente o disco devido a um problema com o auto mounter para PC/Mac. Para fazer isso, execute os seguintes comandos no terminal:

sudo umount /media/SC2*
sudo mount -t udf -o ro,unhide,uid=$(id -u) /dev/cdrom /media/cdrom

Eu testei os métodos acima no Ubuntu 10.04, mas devem ser aplicáveis a qualquer distribuição Linux moderna.
Caso algum problema apareça, sinta-se livre para deixar um comentário abaixo e eu farei o melhor para ajudar a resolver o(s) problema(s). Feliz jogo!!!

Agradecimentos especiais ao Sr. Jeff Hoogland, que gentilmente permitiu a tradução de seu artigo original http://jeffhoogland.blogspot.com/2010/07/howto-starcraft-2-on-linux-with-wine.html

Special thanks to Mr. Jeff Hoogland, who kindly permitted the translation of his original post http://jeffhoogland.blogspot.com/2010/07/howto-starcraft-2-on-linux-with-wine.html

domingo, 1 de agosto de 2010

Resolvendo o Congelamento do APT-GET / Synaptic


Recentemente passei por um problema com o Synaptic/APT-GET, e, gostaria de dividir com vocês uma maneira simples de resolver esse problema.

APT-GET - Uma sacada Genial
APT-GET é uma ferramenta muito boa para se trabalhar com instalação de pacotes. Existem outras, mais recentes, mas, a robustez, confiabilidade e facilidade da ferramenta APT-GET lhe dão um lugar de destaque nas principais distros.
Nascida na distro Debian, foi portada para as distros com pacotes RPM pela nossa saudosa Conectiva.
A ferramenta APT-GET busca dos repositórios listas de dados sobre todos os pacotes da distribuição, e, constrói um banco de dados relacionando os pacotes, suas dependências, quais pacotes novos no repositório, quais estão deprecados e assim por diante.

Quando se faz um apt-get update ou se aperta o botão recarregar do Synaptic, diversas listas são baixadas dos repositórios, e, dessas listas se constrói um banco de dados que relaciona todos os pacotes.
Bem, quando há algum problema nessa fase do procedimento, no momento de baixar as listas ou de construir o banco de dados, pode botar tudo a perder. E, isso aconteceu comigo.
No momento de gerar o banco de dados, houve uma corrupção de arquivos. Resultado: Nem o apt-get funcionava mais, e nem o Synaptic.

Nada de Pânico, a solução é Simples
Quando isso aconteceu comigo, fiquei preocupado, já que não estava vendo uma solução: O Synaptic congelava e o apt-get (na linha de comando) também.
Pensei... Formatar e reinstalar ???
Foi quando comecei a pesquisar um pouco mais a fundo sobre o apt-get e o Synaptic (ou, qualquer outro front-end gráfico, AdePT, APTitude, etc...)
E, a solução é bem simples. Os passos que darei aqui são relativos a distros que usam pacotes RPM, mas, a analogia pode ser feita para distros baseadas em pacotes deb também.

  1. Procure o seguinte o diretório /var/lib/rpm
  2. Nesse diretório vão estar os arquivos do banco de dados do apt-get/synaptic. São arquivos com a seguinte nomenclatura __db.000 por diante. Dependendo do tamanho dos repos, poderão ter diversos arquivos assim.
  3. A seguir, apague todos os arquivos __db que existirem nesse diretório. Claro que você deverá estar logado como root. E, muito cuidado se for fazer rm -f. O ideal é usar um gerenciador de arquivos gráfico aqui, para você ver quais arquivos vai apagar e não cometer nenhum erro.
  4. Depois de apagar os arquivos __db, digite os seguintes comandos: #rpm -v --rebuilddb . Isso vai reconstruir o banco de dados do apt-get
  5. Se tudo correr bem, você poderá, a partir de agora, usar o comando apt-get e seus front-ends gráficos sem problemas. E, sem precisar reinstalar sua distro.

Essas dicas são válidas para as distros baseadas em pacotes RPM: Red Hat, Mandriva, PCLinuxOS, CentOS e Fedora. Mas, com as devidas adaptações, podem rodar em distros com pacotes deb.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cinco Razões Para Evitar o MS Office 2010



Você já viu o novo Microsoft Office 2010 ? Quantas de suas (poucas) novas funcionalidades sua empresa realmente precisa? E, será que por estes poucos novos recursos, vale a pena o investimento? Aqui estão cinco razões para não comprar o Office 2010.

1. Não Há mais atualizações

Você pode acessar o site da Microsoft agora e comprar uma das três versões do Office 2010.
A versão Office Professional custa US$ 499,95, a Home & Business, US$ 279,95 e a Home & Student é US$ 149,95.

O que se tem no Brasil são apenas versões do Office 2007, as quais estão sendo colocadas em promoção, obviamente, para limpar as prateleiras para o novo produto.
A Microsoft está oferecendo uma promoção de comprar a versão 2007 e ganhar a atualização para a versão 2010 gratuitamente. Mas, apenas se for comprado entre 5/03/10 e 30/09/10.

Agora, aqui no país, mesmo em promoção, os preços estão salgados demais:
  • Office 2007 Professional Full - R$ 1.499,00
  • Office Standard 2007 – R$ 799,00
  • Office 2007 Home & Student – R$ R$ 199,00

Depois do Windows Millennium, Windows Vista, a bomba da interface Ribbon no Office 2007, e o finado celular Kin, esta é a pior decisão de marketing que a Microsoft já fez. Se esses outros quatro tropeços ainda não mudaram a imagem que se tem sobre a Microsoft, esta nova política de atualização certamente irá deixá-lo doente. Talvez este seja um bom momento para largar o rei do software proprietário e começar a procurar outras opções. Claro que sempre existe a Camelô edition, mas, comprar um piratex é se expor a riscos de infecção e perda de dados...

2. Programas Grátis/Livres alternativos

Falando de outras opções, há sempre alternativas, como o OpenOffice, um semi-clone do Microsoft Office que tem o download liberado para quem quiser.
Existem algumas áreas que no Open Office que podiam ser melhoradas, uma comparação lado a lado entre os dois mostra algumas diferenças no visual, tais como gráficos, animações e efeitos especiais. Mas a Microsoft nunca foi forte em recursos gráficos, por isso você não vai perder muito mudando para o OpenOffice.

Outros programas alternativos incluem o IBM Lotus Symphony, Google Docs, Zoho - todos grátis - e ThinkFree, que tem tanto uma versão grátis quanto uma versão com assinatura. Todos estes programas oferecem recursos e funcionalidades similares ao Microsoft Office, e alguns são realmente melhores, alguns são apenas ok. No entanto, já que eles são grátis, não custa nada experimentá-los, só o tempo do download. E, para nosso país, a versão localizada, BR Office, é muito boa, com recursos como dicionário da reforma Brasil-Portugal de 1990 saindo na frente do Office da Microsoft. É, uma das vantagens do Open Source é a rapidez da comunidade.

3. Poucos novos recursos, nenhum impressionante

Microsoft redesenhou o grande botão redondo do Office . Eles acrescentaram um botão Ignorar no Outlook, que elimina as mensagens selecionadas e todas as mensagens atualmente na sua caixa de entrada, além de todas as futuras mensagens relacionadas a esse segmento de mensagens - ou você pode apenas marcar as mensagens indesejadas como lixo. Eles também acrescentaram um novo botão chamado Screenshot que permite tirar fotos de dentro da tela do programa - ou você pode pressionar Alt-Tab para sair e usar o Alt-Print Screen no seu teclado.

Você pode salvar documentos do Word para o SharePoint - ou simplesmente copiar e colá-los nele(SharePoint). Você pode adicionar gráficos de linha em miniatura para células individuais do Excel - ou simplesmente encolher os gráficos normais e colocá-los na tela em qualquer lugar que quiser.
E OneNote agora tem código de cores. Para os gráficos, as novas ferramentas de edição de fotos fornecem alguns simples efeitos artísticos. Você pode inserir imagens no Word, Excel, e PowerPoint, e, usar esses efeitos, que são genéricos e se parecem com efeitos antigos do Photoshop, Paint Shop Pro, e Corel Paint. Mas, nem um pouco versáteis ou poderosos.

Outros novos recursos incluem visualização da figura a ser colada, de modo que você pode visualizar a página antes de você colar itens em seu documento - ou você pode apenas ir em frente e colar os itens e selecione desfazer se você não gosta de como vai ficar.
No Word, há um novo painel de navegação de arrastar e soltar, mas ele só funciona se você usar os estilos do Word para definir cabeçalhos e subtítulos e assim por diante.
E agora você pode criar vídeos ou pode converter apresentações de PowerPoint em vídeos - esta uma característica pode ser útil se a Microsoft tiver melhorado as limitações de tamanho dos gráficos.

Há algumas outras características de menor importância. No entanto, eu ainda não acho que estes recursos sejam algo para se ficar entusiasmado, e, certamente, não valem o preço que estão cobrando na etiqueta do novo Office 2010.

4. Ribbon mudou, mas ainda é uma bomba

A barra de ferramentas Ribbon foi adicionada a todos os outros programas do Office Suite, incluindo o Outlook e o OneNote. Bom, isso é maravilhoso. Eu odiava isso no Office 2007 e ainda odeio. Depois de usá-la durante semanas e amaldiçoando-a diariamente, eu finalmente comprei um programa de terceiros que, quando instalado, redesenha a barra de menus Ribbon de volta para o aspecto dos menus antigos do Office 2003. Então eu criei duas planilhas idênticas e realizei as mesmas tarefas em cada uma delas, uma com a barra de menus Ribbon e a outra com os antigos menus da versão 2003.
A planilha com a barra Ribbon levou quase o dobro do tempo para ser concluída. No entanto, como um ensaio preliminar não é realmente justo, eu criei quatro planilhas e mais meia dúzia de documentos Word, todos com os mesmos resultados.

A única mudança real que vale a pena mencionar na barra Ribbon é sua capacidade de personalizar os menus. Se eu for obrigado a usar este programa como um resultado de algum trabalho que eu assumir, a primeira coisa que vou fazer é personalizar a interface Ribbon inteira para assemelhar-se, tanto quanto possível, aos menus drop-down da versão 2003, que foram mais eficientes nos meus testes.

5. Edição simultânea

Por último, Microsoft e diversas análises que eu li, todos alardeando esta nova capacidade para realizar a edição simultânea de documentos, que nada mais é do que um recurso de documentos compartilhados. Se você deixar um documento aberto em um computador, e, em seguida, tentar abri-lo em outro, compartilhado, na mesma rede, você recebe a mensagem “arquivo em uso”, com opções para somente leitura, criar uma cópia, ou notificar quando o arquivo estiver disponível. Com o Office 2010, você pode editar o original ou permitir que múltiplos usuários editem o mesmo documento simultaneamente.
A barra de status do Office 2010 informa quais outros usuários estão no mesmo documento e as mudanças que eles estão fazendo. Você também pode sincronizar os documentos em seu disco rígido com os originais em um servidor.

Esta não é uma função legal. Na verdade, cria mais confusão do que vale, especialmente se você já usou o Adobe Acrobat para executar essas mesmas tarefas. Toda vez que eu já usei compartilhamento e colaboração no Acrobat, resultou num verdadeiro caos, com um usuário mudando o que outro usuário recém escreveu ou editou, causando conflitos entre todos os participantes, porque o original já não está disponível. A menos que alguém tenha tido a clarividência de fazer uma cópia de backup.
E a opção de sincronizar os documentos não é grande coisa também. Quase todos os programas de terceiros, vão sincronizar arquivos entre dispositivos, incluindo seus servidores.


Veredito
Assim, o veredito é: esqueça o Microsoft Office 2010. Não vale o preço que estão pedindo por ele, os poucos recursos atualizados, a curva prolongada de aprendizagem, a menor eficiência, ou as dores de cabeça.

Tente uma das alternativas livres ou dê uma chance ao Corel WordPerfect Suite. No site da Corel, a versão profissional completa do Office X5 custa US$ 399,99, US$ 100 a menos do que o Office 2010, e a versão de atualização é apenas US$ 259,99.

Além disso, a Microsoft sempre foi péssima com as opções gráficas e programas, ou seja, eles são lentos, gastam memória intensivamente, e travam seu computador, se você usar demais ou tentar usar imagens de alta resolução. Corel e Adobe tem sido sempre superiores à Microsoft na área gráfica.
Bem, podemos sonhar que a Adobe vai criar uma suíte de escritório, para complementar a sua Creative Suite, não é mesmo ?

sábado, 24 de julho de 2010

Synfig e o Projeto Morevna


O Open Source e o Linux proporcionam gratas surpresas. E, uma dessas é o software Synfig.

O que é Synfig
Synfig é a criação de Robert Quattlebaum, o desenvolvedor principal. Ele passou 3 anos aprimorando o software e, sua intenção era usá-lo na sua companhia de animação, Voria Studios.
Ele saiu do secundário e começou a frequentar um curso técnico na DigiPen Institute of Technology, uma instituição de ensino especializada em games, artes gráficas digitais e engenharia, localizada em Redmond, Washington. Ele passou a ser muito respeitado, tanto por professores como por seus colegas, por programar de forma elegante e limpa.
Quando no DigiPen Institute, Robert expandiu seus horizontes, e, passou a se interessar por artes digitais e animes.
Estudando animação, nasceu a necessidade de lidar com um programa que pudesse auxiliá-lo com todos os passos da criação, desenho, storyboard e etc...
Quando perguntou a um de seus colegas qual software poderia ser utilizado, ficou surpreso com as opções que existiam, e, nenhuma delas o satisfez.
Começou então o que seria o desenvolvimento do software Synfig, e, logo após sair do DigiPen institute fundou sua empresa, que iria vender sua ideia e seu software, o Synfig.

O Vídeo que deu origem a tudo

O que o Synfig faz
Como um verdadeiro aplicativo front-end e back-end, é possível esquematizar a animação no front-end - Synfig Studio - e processa-la mais tarde com o backend Synfig Tool em outro computador (possivelmente mais potente), em uma rede, mesmo sem um monitor conectado.
O objetivo dos desenvolvedores foi criar um programa que é capaz de produzir animação com qualidade cinematográfica com poucas pessoas e recursos. O programa oferece uma alternativa à interpolação manual para que o animador não tenha que desenhar cada frame de animação.
Com o Synfig, o animador desenha as chamadas Key Frames (figuras chave) e instruí o programa qual o movimento deve ser feito para a próxima Key Frame (figura chave). O programa Synfig gera as animações entre os frames, as chamadas in between frames. Assim, o trabalho fica muito mais facilitado, tirando dos seres humanos as tarefas mais pesadas.
Em sua versão mais recente, 0.62.01, de 31/05/2010, o Synfig passou a ter uma integração perfeita com gráficos SVG, podendo ser usado facilmente em conjunto com o InkScape, onde o artista usa o InkScape para gerar as Key Frames e o Synfig faz a animação.
Synfig exporta as animações nos seguintes formatos: AVI, Theora, MPG, MNG e GIF.
O Projeto Morevna
Desde Maio de 2008 , um grupo de voluntários russos vêm trabalhando para fazer um projeto de filme de animação chamado projeto Morevna. Eles têm feito atualizações regulares desde então no site Morevnaproject. O Free Software Magazine recentemente publicou um artigo sobre o projeto.
O Projeto Morevna não usa apenas o Synfig, mas, também o Blender, para criar os modelos de veículos e paisagens, e o Synfig para animar os personagens em 2D
Demo do Morevna Project

Agora, você já pode criar animações no Linux sem depender do software Adobe Flash, que era a única forma de criar animações, antes do Synfig.

domingo, 18 de julho de 2010

Faça a Sua Própria Distro Linux


Não está contente com as distros que existem por aí ??? Gostaria de ter o programa X, o ambiente gráfico Y e o kernel Z, mas não encontra uma forma de fazer isso ??? Calma, não procure mais, seus problemas se acabaram: Linux permite que você construa sua própria distribuição customizada. E, com mais de uma opção para isso.
Vou ilustrar algumas formas de você construir sua própria distribuição Linux. Na verdade, algumas são formas de se fazer um remaster de uma distribuição Linux, enquanto uma opção é a criação de uma distro totalmente diferenciada, do zero.

As Opções de Construir uma Distro Linux:
  • Reconstructor (Para distros baseadas no Debian/Ubuntu)
  • Suse Studio(Para distro baseada no Open Suse, formato RPM de pacotes)
  • Slax (Para distro baseada no Slackware)
  • Nimblex (para distro baseada no Slackware)
  • Linux From Scratch (Cria uma distribuição Linux do zero, sendo compilados todos os seus pacotes)

Reconstructor
Reconstructor é uma ferramenta de customização e criação de distribuições Linux. Permite a personalização das distribuições Ubuntu e Debian GNU / Linux. Personalizações incluem: figura do logotipo no boot, cor do texto, papel de parede, temas, ícones, aplicativos e mais.
Reconstructor recentemente se tornou compatível com a distribuição Ubuntu 10.04. Já há algum tempo é compatível com a distribuição Debian Lenny.
Para usar o Reconstructor, você só precisa de um browser moderno (Firefox, Safari, Chrome, etc) com Javascript habilitado. Internet Explorer não é recomendado, mas se você for usá-lo, Reconstructor só é garantido de funcionar com o Internet Explorer 8.
Você precisa criar uma conta com Reconstructor antes que você possa prosseguir. A conta é gratuita e requer apenas cerca de 5 campos de informações do seu lado. Depois, logue-se no site. Comece criando um novo projeto. Dê ao seu projeto um bom nome, descrição e versão. Você pode então escolher a distro em que você deseja basear o seu projeto, e, com apenas alguns cliques, vai começar a construir sua distribuição personalizada.
O Reconstructor Build Service é gratuito para usar até um determinado montante.
As taxas são as seguintes:
  • Carregar e armazenar um arquivo de projeto: US $ 0,02 por MB por mês
  • Criar um projeto: $ 0.30
  • Download um projeto : US $ 0,45 por GB
Project Hosting
  • Armazenamento do arquivo: 0,45 dólar por GB por mês
  • Download: 0,35 dólares
Reconstructor também possui um aplicativo local para remasterização de distribuições, que pode interagir com projetos já montados pela interface web.

Suse Studio
SUSE Studio é um serviço gratuito de hospedagem que torna possível a criação de aplicações de software personalizadas, combinando o software com o sistema operacional SUSE Linux Enterprise.
SUSE Studio é uma ferramenta de criação online Linux da Novell, Inc..
Os usuários podem desenvolver o seu próprio sistema operacional Linux, principalmente escolher quais as aplicações que querem em seus Linuxes personalizados e qual a sua aparência.
Além disso, podem ser escolhidas entre as versões Home e Enterprise, GNOME, KDE, e uma infinidade de outros recursos.
Você pode criar um sistema totalmente funcional com o Firefox, gráficos 3D, e tudo o que você puder encontrar de aplicativos em sua lista. SUSE Studio foi o motor por detrás do fan-made "Chrome OS", que era um sistema semi funcional, carregado com a versão para desenvolvedores do Google Chrome, Google links, aplicação web, e OpenOffice.

SUSE Studio suporta as seguintes opções de inicialização:
  • Live CD / DVD
  • Imagem VMware
  • Disco Rígido / imagem USB
  • Imagem Xen

Tal como o Reconstructor,você deve criar uma conta para poder começar a trabalhar criando distribuições Linux, desta vez baseadas no Suse Linux.

SlaX
Slax é uma distribuição LiveCD Linux baseada no Slackware, atualmente sendo desenvolvido por Tomas Matejicek. Seu slogan é um "sistema operacional de bolso".
A última versão do Slax é 6.1.2, que foi lançada em 4 de agosto de 2009.
O desenvolvedor afirmou que o trabalho no Slax 7 começará uma vez que um kernel estável (versão 2.6.34) seja lançado com suporte LZMA para permitir o sistema de arquivos SquashFS.
Um dos principais benefícios da distribuição Slax é a sua facilidade de personalização.
Softwares extras podem ser adicionados e removidos, utilizando os pacotes do Slackware e os módulos do Slax.
Um gerenciador de pacotes tradicionais, como o APT do Debian, não é necessário para carregar software adicional; Os módulos Slax são totalmente auto-contidos.
Os usuários também podem modificar a imagem de CD ou USB padrão de instalação para personalizar os pacotes disponíveis no disco/imagem de instalação.
Slax também permite usar os pacotes do Slackware, sendo necessário converter para módulos Slax com o comando tgz2lzm.
A homepage Slax oferece um repositório de software para o usuário baixar e carregar os módulos novos criados. No Slax, os módulos podem ser facilmente adicionados à distribuição, sem exigir o uso de um gerenciador de pacotes, apenas clicando duas vezes no arquivo de módulo para ativá-lo.

NimbleX
NimbleX é uma pequena distribuição baseada no Slackware Linux, otimizada para ser executado a partir de um CD, drive USB ou um ambiente de rede.
NimbleX tem sido elogiado pela rapidez com que boota, assim como para a seu pequeno consumo de disco, que é considerado surpreendente para uma distribuição usando o KDE como ambiente desktop. NimbleX também é notável por permitir que os usuários gerem imagens de boot personalizados pelo site da distro, usando apenas um navegador web.
Foi festejado pela imprensa romena por ser a primeira grande distribuição Linux criada e mantida por um romeno, Bogdan Radulescu.
NimbleX usa um kernel 2.6. A GUI padrão é o KDE, mas para computadores mais lentos, o ambiente desktop padrão pode ser trocado por um com menor utilização de recursos como o Fluxbox ou Xfce.
Aplicações típicas de escritório, navegação na web e componentes de mensagens são incluídos, mas o NimbleX dificilmente oferece todas as ferramentas gráficas de administração - a maioria das tarefas de administração, como um adicionar um novo usuário, tem que ser feitas a partir da linha de comando. Esta característica permite o NimbleX ter um pequeno consumo de disco na instalação - uma instalação típica gasta menos de 400 megabytes de disco rígido.
Aplicativos adicionais podem ser instalados usando o instalador gráfico Gslapt (ou slapt-get na linha de comando), que traz a resolução automática de dependências para pacotes Slackware.
NimbleX permite a construção de uma distribuição Linux, Slackware based personalizada, neste endereço: http://custom.nimblex.net/

Linux From Scratch (LFS)
Por último, mas, não menos importante, é o LFS (Linux From Scratch).
Linux From Scratch (LFS) é um tipo de instalação do Linux e o nome de um livro escrito por Gerard Beekmans e outros. O livro dá instruções aos leitores sobre como construir um sistema Linux a partir de códigos fonte. O livro está disponível gratuitamente a partir do website Linux From Scratch e está atualmente na versão 6.6.
Para manter LFS pequeno e focalizado, o livro Beyond Linux From Scratch (BLFS) foi criado, que apresenta instruções sobre como desenvolver o sistema Linux básico que foi criado no LFS.
Ele apresenta e orienta o leitor através de incrementações ao sistema, incluindo rede, X server, som, impressora e suporte a scanner. Desde a versão 5.0, a versão do livro BLFS corresponde à versão do livro LFS.
Depois dos dois livros iniciais, mais dois foram lançados, abordando outros aspectos, Cross Linux From Scratch (CLFS) descreve compilação cruzada e Hardened Linux From Scratch (HLFS) concentra-se em melhorias de segurança, tais como uso de proteção Stack-smashing, PaX e randomização de espaço de endereçamento usando grsecurity.
Cross Linux From Scratch fornece as instruções necessárias para construir uma distribuição linux básica em linha de comando apenas. Enquanto LFS é limitado a arquitetura x86, CLFS suporta uma ampla gama de processadores. CLFS aborda técnicas avançadas não incluídas no LFS, como cross-build toolchains, suporte multi-biblioteca (32 e 64 bits lado a lado), e sets de instruções de arquiteturas alternativas, tais como x86-64, Itanium, SPARC, MIPS, e Alpha.
Já Hardened Linux From Scratch se concentra em criar uma versão mais segura do Linux From Scratch original como o seu principal objetivo, incluindo sistemas embarcados.
Linux From Scratch é uma maneira de instalar um sistema Linux completo através da construção de todos os componentes manualmente. Este é, naturalmente, um processo mais longo do que instalar uma distribuição Linux pré-compilada.
De acordo com o website Linux From Scratch, as vantagens deste método são: um sistema compacto, flexível e seguro e uma maior compreensão do funcionamento interno dos sistemas operacionais baseados em Linux.
Não há gerenciador de pacotes ou scripts de atualização, cabendo ao usuário toda a parte de manutenção, atualização, instalação de programas e serviços.
É uma distribuição didática, mas, nem um pouco fácil, haja visto que todas as ferramentas para se trabalhar com ela têm que ser compiladas a partir de códigos fonte.