sábado, 23 de março de 2019

Stadia: O Bom, o Ruim e o Feio…

A Google pegou todo mundo de surpresa quando anunciou sua plataforma de videogames Stadia.
Anteriormente, a pesquisa da Google com videogames era conhecida como projeto Stream ou Yeti.
Mas, apesar da surpresa que foi o anúncio, os jogos via streaming, já existem há algum tempo. É claro que agora, eles estão mais em voga do que nunca.

Mas, antes de discorrer sobre o Stadia, vamos ver a história do chamado Cloud Gaming

 

Cloud Gaming, uma história de 19 anos…

Em 2000, a G-cluster demonstrou a tecnologia de jogos em nuvem na E3. A oferta original era o serviço de jogos em nuvem via Wi-Fi para dispositivos portáteis. A desenvolvedora de jogos de vídeo Crytek começou a pesquisar sobre um sistema de jogos em nuvem em 2005 para o jogo Crysis, mas interrompeu o desenvolvimento em 2007 para esperar até que os provedores de infra-estrutura e de cabo estivessem preparados para a tarefa.
OnLive lançado oficialmente em março de 2010, e seu serviço de jogo começou em junho com a venda de seu microconsole OnLive.  Em 2 de abril de 2015, foi anunciado que a Sony Computer Entertainment havia adquirido as patentes da OnLive, e a OnLive fechou suas portas.
Em novembro de 2010, a SFR lançou um serviço comercial de cloud computing na IPTV na França, com tecnologia G-cluster.  E no ano seguinte, a Orange France revelou seu serviço de jogos em IPTV baseado na tecnologia G-cluster.

O GeForce NOW é um serviço de streaming de jogos baseado em nuvem oferecido pela NVIDIA que foi lançado em 1º de outubro de 2015.

O Nvidia GRID é uma criação recente da Nvidia, voltada especificamente para os jogos na nuvem. O Nvidia GRID inclui processamento gráfico e codificação de vídeo em um único dispositivo que é capaz de diminuir a entrada para exibir a latência do streaming de videogames baseado em nuvem.  Isso é importante devido ao impacto que a latência terá entre o que o usuário faz e quando a ação é exibida na tela.

O Blade SAS Group lançou o Shadow, seu principal serviço de jogos em nuvem na França em novembro de 2011.  Em outubro de 2018, Shadow anunciou que estava vivo em 19 estados na costa leste e oeste dos EUA, com planos adicionais de expansão em todo o país.

A LOUDPLAY anunciou a expansão de seu serviço de jogos na nuvem para a Ucrânia, Bielorrússia e alguns outros locais da Europa Oriental em 18 de maio de 2018.  Em 21 de novembro de 2018, a LOUDPLAY em parceria com a Rostelecom e a Huawei demonstrou a primeira vitrine de jogos 5G na Europa (em Innopolis).

A Electronic Arts adquiriu a startup de jogos em nuvem Gamefly em 22 de maio de 2018. Alguns meses depois, em 29 de outubro de 2018, a Electronic Arts anunciou o projetos Atlas de jogos em nuvem.

O Google revelou o Project Stream em 1º de outubro de 2018. O projeto foi formalmente anunciado na Game Developers Conference em 19 de março de 2019 como Stadia.

A Microsoft apresentou o projeto xCloud em 8 de outubro de 2018.

E, o cloud gaming e streaming, também vem para preencher a lacuna tecnológica: A tecnologia anda mais rápido do que qualquer um pode acompanhar, e, com o aumento do preço de placas de vídeo (graças a mineração de cripto moedas), computadores melhores e placas mais potentes são bens que ficaram mais longe no horizonte de muitos aficionados por games.

Então, já faz 19 anos que se busca uma solução para jogos em nuvem. E agora, finalmente temos uma solução, em que uma empresa como a Google vai colocar toda a sua força de infraestrutura para que seja um sucesso.

 

Stadia: O Bom!

Imagine poder jogar jogos recentes, os chamados AAA, em qualquer aparelho que rode o Google Chrome ?
Você não precisa ter o sistema operacional Windows (o qual é o preferido para o lançamento de jogos assim), não precisa ter uma máquina superpotente, já que o jogo será transmitido em imagens para o dispositivo remoto, o qual estará em sua casa, e, poderá jogar em rede com seus amigos de forma transparente, já que o jogo rodará numa render farm da Google em algum datacenter ao redor do mundo.
Porém, a coisa vai além: Fazer vídeos de gameplays é algo bastante comum e faz bastante sucesso no You Tube. Com o Stadia, você poderá fazer gameplays ao vivo, on the fly, no momento em que estiver jogando, e fazer a transmissão sem nenhum recurso adicional, seja algum software, como o OBS ou placas de captura: Seu jogo, em tempo real, será transmitido pelo You Tube.
E mais, enquanto você estiver jogando, sendo o jogo multiplayer, você poderá convidar seus amigos a se juntarem ao seu jogo, bastando enviar um link para o jogo.

 

Como Funcionará ?

Qualquer aparelho com um sistema operacional que possa executar o You Tube poderá ser uma estação de jogos do Stadia. E, a Google promete que qualquer joystick USB-HID poderá ser usado. Mas, por uma questão de diminuir a latência, a Google recomenda que seja usado seu joystick proprietário, com conexão Wi-Fi, direto aos datacenters da Google, para melhorar a experiência do jogador.


O Joystick do Google Stadia

A vantagem do joystick Stadia é que o serviço poderá ser acessado pelo Chromecast e jogado em uma TV de tela grande, sem nenhuma conexão do joystick com o Chromecast. O Joystick estará conectado, via Wi-Fi ao datacenter da Google executando o jogo. O Joystick terá funções de chat e outras, interativas, acessíveis por botões adicionais no controle.
Outra funcionalidade de ter um joystick ligado diretamente ao jogo, é que será possível saltar de qualquer tela para outra tela e prosseguir jogando, de forma transparente e imediata (segundo Phil Harrison, chefe do projeto na Google).


               Segundo a Google, qualquer aparelho que rodar o You Tube poderá ser um receptor do Stadia

O Anúncio oficial

O Project Stream foi o primeiro sinal anunciado pela Google de interesse em produtos de videogame. Já havia rumores de que a Google trabalhava em um serviço chamado Project Yeti desde pelo menos 2016.
A Google também contratou o executivo da indústria de jogos Phil Harrison e foi vista recrutando desenvolvedores durante eventos do setor em 2018. O principal diferencial do Project Stream em relação aos serviços anteriores, como OnLive, GeForce Now e PlayStation Now, é sua capacidade de ser executado em qualquer navegador Chrome de desktop, em vez de plataformas de jogos específicas. O serviço usa hardware gráfico AMD Radeon.

Google anunciou o serviço em outubro de 2018 e logo depois, abriu convites para beta testers com acesso a Assassin's Creed Odyssey. Os jogadores podiam solicitar acesso e aqueles que atingiam um mínimo de velocidade de Internet podiam executar o jogo em seus navegadores Chrome.  Aqueles que participaram receberam uma cópia gratuita do jogo quando o período de testes acabou.
Os jogos disponíveis no anúncio do serviço foram  Assassin's Creed Odyssey e Doom Eternal.


                                      Stand do Google Stadia na Game Developers Conference


Stadia foi formalmente anunciado durante o discurso de abertura da Google na Conferência de Desenvolvedores de Jogos de 2019, em março de 2019.  Para apoiar a Stadia, a Google também anunciou a formação da Stadia Games and Entertainment, seu estúdio de criação para jogos originais, com Jade Raymond como líder. Além de desenvolver seus próprios jogos, a Stadia Games and Entertainment ajudará a apoiar a transição de títulos de terceiros para o serviço Stadia.
Harrison afirmou que “Somos baseados em Linux, usamos a API de gráficos Vulkan, o desenvolvedor desenvolve em nossa instância de nuvem, então os kits de desenvolvimento agora estão na nuvem. Na nossa nuvem, no datacenter privado do desenvolvedor ou em seu desktop”, afirmando a facilidade e disponibilidade do sistema para o desenvolvedor.
Uma coisa boa que poderá surgir daí, será o aprimoramento dos drivers Radeon no Linux, que, nunca foram tão bons quanto os da Nvidia.


O Não tão bom

Até agora, não há definição da Google sobre como o serviço funcionará. E, principalmente, como será a cobrança pelos serviços. Será cobrado por jogo, como a Steam ? Ou será cobrado como a Netflix ? Um aluguel mensal e a possibilidade do assinante jogar todo o catálogo do serviço ?
Outras coisas a considerar é que, no evento de anúncio do serviço, todos as telas rodando Assassin's Creed Odyssey estavam numa ambiente controlado, quase sem lag e nem latência. Como vai funcionar na vida real ? Com problemas reais de lag e latência ? E, será dependente de fibra ótica ?
É claro que  Phil Harrison garante que a Google está em posição de oferecer o serviço por ter uma grande infraestrutura de data centers ao redor do mundo.
Mesmo assim, houve momentos, na demonstração, onde a qualidade do vídeo foi reduzida, para manter-se a taxa de quadros, e, os famosos artefatos apareceram nas telas.
Mas, há outras questões pendentes, como e o data cap dos planos de internet ? Sim, dependendo do pacote de dados que for assinado com o provedor de internet, seu limite de dados no pacote será gasto rapidamente com este serviço (fora Netflix, You Tube, Hulu e outros). E então, a Google vai subsidiar os planos ?

O Ruim

O anúncio não poderia ter chegado em pior hora: A indústria de games passa por uma crise bem feia (não se compara com 1983), com muitas demissões e fechamento de postos de trabalho.
No final de fevereiro deste ano a loja digital GOG demitiu discretamente o que diz ser uma dúzia de funcionários. A GOG, que é de propriedade da editora The Witcher 3, CD Projekt, não disse por que as demissões aconteceram, mas um funcionário demitido disse ao site Kotaku que a loja estava com problemas financeiros.
No mesmo mês de fevereiro, a  Activision Blizzard demitiu 8% de sua força de trabalho, ou, 800 pessoas. No anúncio de resultados, o CEO da Activision Blizzard, Bobby Kotick, disse aos investidores que a empresa “mais uma vez alcançou resultados recordes em 2018”, mas que a empresa estaria se consolidando e reestruturando por causa das expectativas frustradas em 2018. Estaria cortando principalmente departamentos de desenvolvimento não relacionados a jogos e reforçando sua equipe de desenvolvimento para franquias como Call of Duty e Diablo.
A ArenaNet, o estúdio por trás dos populares jogos on-line Guild Wars e Guild Wars 2, também informou  aos seus funcionários que está planejando grandes demissões, de acordo com uma pessoa que está lá.

Então, no meio de uma crise com grandes empresas de entretenimento digital, o aparecimento de uma nova plataforma de vídeo games pode ser mais prejudicial do que benéfico, afinal com a utilização maciça de datacenters, muitas etapas do jogo eletrônico serão queimadas. Pensando em termos de fábricas de chips e placas eletrônicas, muitas se tornarão supérfluas.
Quanto a Google, quanto mais vertical, melhor, visto que a empresa não vai usar recursos de terceiros, mas, somente usar de seus próprios recursos.

Mas, por quê a indústria de videogames está em crise ?

Bem, pode-se especular sobre o que acontece com a indústria de games hoje em dia.
Com o passar dos anos, os jogos se tornaram maiores do que os filmes de Hollywood.
Sim, longe vão-se os tempos em que programadores solitários criavam jogos de videogames e estes eram um sucesso. River Raid e Carol Shaw ficaram no distante ano de 1982.


                 River Raid foi um sucesso da Activision no Atari, criado por uma única programadora, Carol Shaw

Com a evolução, tanto de software quanto de hardware, os jogos passaram a requerer uma produção com orçamentos maiores que a maioria dos filmes de Hollywood. Artistas de motion capture, atores para voice acting, roteiristas, diretores, pessoal de maquiagem, efeitos visuais, edição de som, em suma, equipes com mais de 20 pessoas para super produções que deixam muitos filmes indie com inveja. Uncharted 4 custou em torno de 50 milhões de dólares, fora os gastos com publicidade, para uma equipe de 150 profissionais.
Ora, a indústria de games está se espelhando nas produtoras cinematográficas e apostando em franquias: Os jogos podem ser caros para produzir, então, por quê arriscar ? Se há uma franquia, que o público reconhece e tem fãs fiéis, a cada ano se produz mais do mesmo e todos ficam satisfeitos: os fãs com os jogos e as produtoras com o retorno de seu investimento com lucros.

Seria ótimo, se não fosse o cansaço das franquias...

Sim, hoje em dia, este problema não afeta somente filmes. Como jogos estão indo na direção das franquias, a franchise fatigue é uma realidade. Hoje dia se veem 4, 5, 6 títulos sobre os mesmos personagens e estórias, a tal ponto que os fãs começam a perder o interesse. Alien Covenant foi um ótimo exemplo disso, um exemplar de franquia que os fãs deixaram de se importar com.
Quanto a games, Assassin’s Creed já está em sua 12ª versão, o referido  Assassin's Creed Odyssey e a pergunta que fica é: Existe tanta estória a ser contada assim ?
Jogos em franquias já sofreram com o cansaço: Need For Speed e Tony Hawk’s pro Skater são dois bons exemplos, de jogos que foram explorados à exaustão, e tanto, que hoje foram esquecidos.

O Feio

Bem, o que vou escrever aqui é especulação, mas, da observação de acontecimentos prévios, poderá acontecer.
Ora, a televisão como mídia de massa não mais se sustenta, e, as pessoas estão buscando experiências que sejam mais próximas delas: You Tube, Vimeo, e tantos outros serviços de vídeos pessoais, onde pessoas criam conteúdo para pessoas. Eu mesmo acompanho o jornalista Glen Grenwald, do site Intercept, e, penso que ele tem mais credibilidade do que muitos âncoras da TV tradicional.
Com o advento destes canais de comunicação, e, principalmente a medição das respostas das pessoas que os procuram, é possível perfilar os usuários, e, saber de suas preferências, seus gostos, quem são seus parceiros de jogo, com quem se relacionam e etc…
E, todos perfilados.
Com todas essas informações em mãos, o que poderia acontecer ? Quais manipulações poderiam ser feitas ? O affair Cambridge Analytica / Facebook está aí para nos mostrar até onde pode ir a manipulação das pessoas com base em seus dados pessoais. Conhecimento é poder, e, conhecer demais sobre uma população inteira significa poder manipular toda essa população.
O mote da Google, que era “Não seja mau”, já foi esquecido, e saiu de seu código de conduta, quando a empresa sofreu uma reestruturação em 2015. Agora, só nos resta esperar quando e como a Google será má (se bem que suas colaborações com o governo Chinês e do Paquistão mostram que ela já está sendo conivente com a maldade).

A conclusão

Por melhores que sejam os aspectos do cloud gaming e o streaming, uma coisa básica vai morrer: Os jogadores não mais vão possuir seus jogos. E, por conta disso, não mais poderão jogar quando quiserem, mas, quando a empresa de cloud gaming  disponibilizar. Não vai existir mais a posse, mas, somente um vislumbre, um olhar do que poderia ser do jogador, mas, por N razões não é, e, nem será.
E não vão mais possuir os vídeo games consoles, afinal, todo o ato de jogar será abstraído, e, ao jogador vai sobrar apenas as experiências visuais e sonoras, que poderão se degradar, dependendo das condições da rede e dos  data centers.
Mas, por enquanto, podemos nos acalmar e ficar momentaneamente aliviados: O Google Stadia, como está, é apenas vaporware, e, dependendo de como ficarem as infraestruturas, será mais um produto da Google que morreu na praia, como foram os Google glasses, uma tecnologia interessante, que jamais levantou voo. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Alternativas ao Dropbox – Parte final


Nestes últimos 3 meses fui mostrando diversas alternativas ao Dropbox que podem ser usadas no PCLinuxOS.
As alternativas ao Dropbox vistas foram:

    • Mediafire
    • pCloud
    • Cozy.io
    • PCLOS Cloud
    • Yandex Disk
    • Telegram
    • Seafile
    • Mega
    • Spider Oak

E, agora, vou recapitular as maiores vantagens e desvantagens de cada um dos serviços, de forma a analisar todas as opções e fazer um quadro comparativo, para auxiliar na escolha, caso se deseje mudar do Dropbox.


Mediafire:
Sendo principalmente um serviço de armazenamento e troca de arquivos via web, um cyberlocker, Mediafire pode ser uma solução para troca de arquivos, mas, como uma alternativa ao Dropbox, não tem a flexibilidade do mesmo, apesar de oferecer mais espaço de armazenamento gratuito em contas free. Possui boas opções, tanto para mandar arquivos para sua conta como compartilhá-los com outras pessoas, fora do serviço Mediafire. Então, para troca de arquivos, é uma ótima opção, enquanto armazenamento em nuvem, deixa um pouco a desejar.


Pcloud:
pCloud é um serviço relativamente novo, mas, possui muitas características que o difere dos demais. Principalmente sua oferta para contas free, de até 20GB de espaço de armazenamento.
Este serviço é versátil o suficiente para trocar arquivos com todos os seus dispositivos, sejam celulares, tablets ou computadores. Ele possui aplicativo nativo para todos os principais sistemas operacionais, tanto de desktop quanto móveis. Você pode trocar aquivos até entre máquinas com diferentes sistemas operacionas.
Pelo fato de seu programa cliente vir no formato Appimage, ele funciona naturalmente no PCLinuxOS, como se fosse nativo da plataforma.
É uma ótima opção para substituir o Dropbox, e, é recomendado.


Cozy.io
É um serviço com intenções ambiciosas, para se diferenciar dos outros. Mas, se você não mora na área de atuação dessa empresa, não poderá desfrutar na totalidade as benesses que a empresa disponibiliza.
Como o espaço gratuito é um dos menores, 5GB, não é muito recomendado se você não mora em um dos países da União Europeia, onde a empresa tem sua sede e seus parceiros comerciais. Pode ser usado sem medo no PCLinuxOS, pois seu aplicativo cliente vem no formato Appimage.


PCLOS Cloud
Como serviço oferecido para uma comunidade, é uma ótima opção. O mantenedor do serviço, Sr. David Moore, faz um trabalho de amor aqui. E, para um serviço oferecido tão generosamente, até comprar mais espaço e assinar o serviço pago do PCLOS Cloud vale a pena, pois assim se ajuda a fortalecer mais a comunidade PCLOS internacional.
Com uma atraente oferta de 15 GB grátis, programa cliente nativo e nos repositórios do PCLOS (o que o torna muito fácil de instalar), é um serviço altamente recomendado. O ponto negativo seria que a infraestrutura não é gigantesca, com diversos servidores e data centers ao redor do mundo, mas, se você não necessita de serviços de missão crítica, com disponibilidade de 100%, 24/7, 365, pode ser uma opção muito atraente.


Yandex Disk
O serviço que tenta rivalizar com o Google drive, Yandex Disk tem em seu favor a facilidade de instalar e funcionar no PCLOS, uma atraente quota de 10 GB grátis, para iniciar, proteção contra bisbilhotices das agências americanas de segurança, e, toda a infraestrutura da Yandex, tentando ganhar espaço da Google (e de outras provedoras de armazenamento em nuvem).
Como pontos negativos, a localização dos servidores na Rússia pode levar a velocidades frustrantes, dependendo de onde você more.
Também não podemos nos esquecer que questões de natureza política e legal (definições sobre direitos dos usuários na Rússia, que hoje não tem legislação clara sobre o assunto), e, uma possível fragilidade a cyber ataques podem ser fatores que detratam da experiência, e, podem afugentar os possíveis usuários.


Telegram
Telegram é um serviço de troca de mensagens que está muito perto da perfeição. Graças ao seu criador, o milionário Russo da internet Pavel Durov. A excelência do Telegram pode ser creditada à personalidade de Pavel, o Telegram é um ótimo serviço de troca de mensagens, muito melhor do que o Whats App, já que o idealismo é um motor poderoso para Pavel, e, ele encontra formas de monetizar seu serviço sem comprometer a privacidade ou os dados pessoais de seus usuários. O Telegram apresenta uma característica única quando se trata de troca de arquivos e armazenamento. Você pode compartilhar arquivos com até 100 pessoas ao mesmo tempo, da mesma forma como pode transferir arquivos entre diversos dispositivos e sistemas operacionais que o Telegram suporte. Sem limite de tamanho de arquivos, pode ser uma opção para guardar arquivos, como um cyberlock e difundi-los, mas, não é muito flexível e está contido apenas à rede interna do Telegram.
Como o cliente do Telegram é open source, funciona tranquilamente no PCLinuxOS, tendo até cliente nos repositórios.


Seafile
Seafile pode ser um uma ótima opção para armazenamento e troca de arquivos entre equipes de trabalho, mas, para um usuário comum pessoa física, não oferece a facilidade para tanto. É uma infraestrutura, como o Nextcloud, para criar um armazenamento em nuvem pessoal. Não fornece espaço gratuito, mas, o software servidor e os clientes, e, o indivíduo que instale e rode na sua infraestrutura. Não recomendado para uso pessoal, pode ser uma opção para pequenas empresas e grupos de trabalho.


Mega
Mega teve seus dias de glória nos tempos em que Kim Dotcom comandava a empresa. Depois que foi preso, e seus servidores confiscados, a coisa nunca mais foi a mesma.
Kim tentou reerguer sua companhia, mas, sem sucesso. A Mega de hoje não tem mais a participação de Kim, e, quando pode, ele sempre fala mal da empresa agora. Controlada por um investidor Chinês, que é procurado por autoridades da China, Mega hoje não é nem sombra da empresa que foi, em seus bons tempos. Some-se a isto um cliente para Linux que não funciona no PCLinuxOS, um cliente web que possui quotas para download e você tem um belo abacaxi. Não recomendado, de jeito nenhum.


SpiderOak
SpiderOak é um dos serviços de armazenamento em nuvem mais bem qualificados que existem na atualidade. Ser recomendado por Edward Snowden não é para qualquer um, e, o compromisso da empresa com seus usuários é algo muito sério.
Apesar de não possuir planos gratuitos, o serviço permite um tempo de teste, para que o usuário experimente se o SpiderOak atende às suas necessidades.
Com cliente nativo para o PCLinuxOS, também é uma boa opção, caso você preze a privacidade e disponibilidade de seus dados.






Quadro comparativo dos diversos serviços apresentados
Nome
Espaço Gratuito
Vantagem
Desvantagem
Facilidade de instalar
no PCLinuxOS
País
Mediafire
10 GB
Interface Web, pode ser acessado de qualquer lugar
Não possui aplicativo para desktops Linux, serve primariamente como Cyberlocker
Não se aplica
EUA
Pcloud
10 GB
Pode chegar até 20 GB grátis
Nenhuma aparente
Fácil / Appimage
Suiça
Cozy.io
5 GB
Integração com diversos serviços
Se você não mora na Europa, os serviços integrados não estarão disponíveis
Fácil / Appimage
França
PCLOS Cloud
15 GB
Extensível a familiares
Não possui uma mega infraestrutura. Excelente para arquivos domésticos.
Fácil / nativo
EUA
Yandex Disk
10 GB
Facilidade de
configuração
Leis sobre direitos de usuários incertas na Rússia
Fácil / nativo
Rússia
Telegram
Ilimitado
Integração com diversos dispositivos
Não é muito flexível
Fácil / nativo
Inglaterra
Seafile
Não se aplica
Integração de grupos de trabalho
Não oferece espaço gratuito
Fácil / nativo
China
Mega
15 GB
Zero Knowledge Encryption
Não funcionar nativamente
no PCLinuxOS
Impossível
Nova
Zelândia
SpiderOak
Não se aplica
Segurança
Não oferece espaço gratuito
Fácil / nativo
EUA




E assim, chegamos ao fim de mais uma série de artigos. Espero que tenham gostado, e, que seja útil, caso desejem assinar outro serviço e deixar o Dropbox. Ou, mesmo não deixando o Dropbox, ter um serviço alternativo de back up.

Ok ?

Abraços e até a próxima!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Alternativas ao Dropbox – Parte 3


Dando continuidade  na série de artigos sobre alternativas ao Dropbox, vou apresentar mais opções ao Dropbox.


Seafile



Seafile é um sistema de software de hospedagem de arquivos. Os arquivos são armazenados em um servidor central e podem ser sincronizados com computadores pessoais e dispositivos móveis por meio do cliente Seafile. Os arquivos também podem ser acessados através da interface web do servidor. A funcionalidade do Seafile é semelhante a outros serviços populares como Dropbox e Google Drive, com a principal diferença de que o Seafile é gratuito e de código aberto, permitindo que os usuários hospedem seus próprios servidores Seafile sem limites impostos artificialmente sobre espaço de armazenamento ou conexões de clientes.

Você pode implantar o Seafile em seu próprio servidor gratuitamente usando o Community Edition, que é o opensource, ou escolha o Professional Edition, que é gratuito para três usuários e tem uma assinatura anual para mais usuários.
O Seafile, no entanto, não oferece armazenamento gratuitamente. Ele oferece o software servidor e o cliente, e daí você monta uma opção self hosted, como o Nextcloud. A versão comunitária oferece funcionalidade parcial, e, a versão pro oferece até 3 usuários gratuitos. A versão pro tem custo anual.

Opções de preços Seafile

Número de usuários
Preço / Ano
Preço / Educaional
3 usuários
Grátis
Grátis
9 usuários
$100 Total
$100 Total
De 10 até 249
$48 /usuário (€44)
$24 / usuário (€22)
De 250 até 499
$44 /usuário (€40)
$22 / usuário (€20)
De 500 até 749
$40 /usuário (€35)
$18 / usuário (€16)
De 750 até 999
$35 /usuário (€30)
$16 /usuário (€14)
1000+
Contatar
Contatar



Prós e Contras


Prós
Contras
Completamente open source
Não há opção gratuita
Edição Pro oferecendo acesso gratuito a até três clientes
A versão comunitária tem sua funcionalidade bastante reduzida (faltam extensões da versão Pro)
Forte ecossistema suportando clientes desktop e móveis
Não oferece sincronização com calendários ou contatos



URL: https://www.seafile.com
Localizado em Beijing, China.

            ​

Mega


Mega (estilizado em maiúsculas como MEGA) é um serviço de armazenamento em nuvem e hospedagem de arquivos oferecido pela Mega Limited, uma empresa sediada em Auckland, NZ. O serviço é oferecido principalmente através de aplicativos baseados na web. Mega também disponibiliza aplicativos móveis  para Windows Phone, Android e iOS.

O Mega é conhecido por seu recurso de segurança, no qual todos os arquivos são criptografados localmente, de ponta a ponta, antes de serem carregados. Isso impede que qualquer pessoa (incluindo funcionários da Mega Limited) acesse os arquivos sem o conhecimento da senha usada para criptografia. O serviço foi notado anteriormente por sua oferta de armazenamento de 50 GB para contas gratuitas. No entanto, isso foi reduzido para 15 GB, com valores adicionais oferecidos apenas em uma base de teste que expira.  Até 8 TB estão disponíveis para contas pagas. Em 20 de janeiro de 2018, Mega afirmou ter 100 milhões de usuários registrados em mais de 245 países e territórios, e mais de 40 bilhões de arquivos foram enviados para o serviço.

O site e o serviço foram lançados em 19 de janeiro de 2013, por Kim Dotcom, que fundou o agora extinto serviço Megaupload. No entanto, em 2015, Kim Dotcom se desligou do serviço e afirmou que o governo da Nova Zelândia havia apreendido as ações de um investidor chinês(o qual é um criminoso procurado na China) e tem controle sobre o local. Mega Limited respondeu que as autoridades da Nova Zelândia não interferiram e nem se opuseram em suas operações.

Em 2016, a Mega Ltd. lançou o código fonte para o seu software do lado do cliente sob a licença de revisão de código Mega Limited, uma licença de software disponível no GitHub.

Recursos

Além dos recursos de armazenamento, o Mega oferece alguns recursos a mais.

A saber:

    • MegaChat

Em fevereiro de 2013, a Dotcom revelou que a Mega expandiria seus serviços para e-mail, bate-papo, voz, vídeo e celular. Em dezembro de 2014, ele revelou que sua empresa “em breve” lançaria um serviço de bate-papo baseado em navegador. Em meados de janeiro de 2015, a Mega lançou o MegaChat em beta, comercializado como uma alternativa criptografada baseada na web para aplicativos como Skype e FaceTime.

    • Extensão do navegador

A Mega lançou uma extensão de plug-in do navegador chamada MEGA Chrome Extension em 2015. Ela foi anunciada como um recurso para reduzir o tempo de carregamento, melhorando o desempenho dos downloads e fortalecendo a segurança. Mega também lançou uma extensão de navegador para o Firefox.

Em 5 de setembro de 2018, foi relatado que a extensão na Chrome Webstore foi comprometida pela adição de código criado para roubar credenciais de sites e criptomoedas.  O código original na página do Github não foi afetado.

Prós e Contras


Prós
Contras
15 GB de armazenamento gratuito
Apesar de ter inúmeros clientes para Linux, não consegui fazer nenhum deles funcionar no PCLinuxOS
Encriptação Zero-knowledge
Por não funcionar no PCLinuxOS, a experiência do usuário não é tão boa.
Compartilhamento de link criptografado
Kim Dotcom fala muito mal da empresa, depois de ter saído.
Possui controle de versionamento de arquivos.



URL: https://mega.nz/
Localizado em  Auckland, Nova Zelândia


Spider Oak

O SpiderOak é uma ferramenta de colaboração baseada nos EUA, serviço de backup online e hospedagem de arquivos que permite aos usuários acessar, sincronizar e compartilhar dados usando um servidor baseado na nuvem,  oferecido por uma empresa com o mesmo nome. O SpiderOak é acessível por meio de um aplicativo para plataformas de computador Windows, Mac e Linux e plataformas móveis Android, N900 Maemo e iOS.

De acordo com o SpiderOak, o software usa armazenamento criptografado em nuvem e criação de chave de criptografia no lado do cliente, para que os funcionários da SpiderOak não possam acessar as informações dos usuários. O SpiderOak distingue-se de sua concorrência na provisão de criptografia, na provisão para sincronização de arquivos e pastas através de múltiplos dispositivos, e na deduplicação automática de dados.

A chave para o modelo de Spideroak é a ideia de que você tem a chave para a criptografia. (Não as perca; use um gerenciador de senhas como o Bitwarden para gerar e lembrar.) Os concorrentes da Spideroak nesse campo são empresas que têm uma arquitetura de "Zero Knowledge" (não sabem / não podem saber quais são seus arquivos) e, portanto, não podem ser obrigados a fornecê-los / perdê-los.

Alguns componentes do SpiderOak são de código aberto e, já em 2009, a empresa anunciou sua intenção de que o cliente fosse totalmente open-source no futuro.  A partir de 2016, o código-fonte do SpiderOak ONE foi disponibilizado apenas para plataformas móveis, sem planos atuais de abrir o código-fonte do cliente de desktop. O gerenciador de senhas do SpiderOak, Encryptr, é open source; o código-fonte do seu aplicativo de mensagens em grupo, o Semaphor, é publicado para permitir a auditoria.

Em uma entrevista em julho de 2014, o ex-contratado da NSA, Edward Snowden, recomendou o SpiderOak ao Dropbox, citando sua melhor proteção contra a vigilância do governo.

Recursos Principais
    • Todos os dados acessíveis em um local deduplicado
    •  Sincronização multiplataforma configurável
    •  Preserve todas as versões históricas e arquivos excluídos
    •  Compartilhar pastas na web ShareRooms com notificações RSS
    •  Recuperar arquivos de qualquer dispositivo conectado à Internet
    •  Declarou que usa criptografia de dados "Zero Knowledge" se você usa o cliente de desktop, ou seja, sem compartilhamento, acesso à Web ou acesso móvel.  Esta alegação, no entanto, não pode ser confirmada devido ao fato de o cliente ser de código fechado.
    •  Dispositivos ilimitados
    •  Uma abordagem em camadas para criptografia, usando uma combinação de RSA de 2048 bits e AES de 256 bits

Prós e Contras

Prós
Contras
Possui um período trial de 60 dias
Sem planos gratuitos
Disponível aplicativo nativo para o PCLinuxOS
Não é possível carregar arquivos do aplicativo móvel
Aplicativo móvel (Android / iOS)
Não há autenticação de dois fatores
Os preços do Spideroak são razoáveis.
Interface realmente desajeitada e desatualizada
Criptografia entre cliente-servidor

Compartilhe seus arquivos com o mundo externo por meio de uma sala (você publica uma pasta on-line) e permita que as pessoas baixem arquivos à medida que você os coloca em uma pasta. Você pode proteger por senha os quartos compartilhados. Agradável.




URL: https://spideroak.com
Localizado em Chicago, IL, EUA.

E assim, chegamos ao fim de mais um artigo sobre alternativas ao DropBox.

No próximo mês, vamos ter uma análise de todos os retratados e, quais os melhores.

Assim, um até logo, e, espero que apreciem esta série de artigos.

Sds,